quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Reportagem no Díário Gaúcho

Saiu hoje nno Jornal Diário Gaúcho, na coluna PLANETA MOTO publicada pelo jornalista e motociclista Renato Gava uma matéria sobre a nossa próxima viagem. Ficamos muito felizes e honrados com o apoio do Renato. Ficou muito legal.

domingo, 27 de dezembro de 2009

A família Serra

Ontem, além da instalação dos equipamentos lá no Prof. Pardal do motociclismo (Manivela), aproveitamos para dar uma esticada até Rio Grande, mais precisamente na localidade da Quinta, bairro da cidade de Rio Grande, que fica no entroncamento do acesso de quem vai ao centro de Rio Grande, ou a praia do Cassino ou de quem segue viagem ao Chuí, passando pela reserva do Taim. A localidade da Quinta fica distante aproximadamente 40 km de Pelotas e 50 km do banhado do Taim. Lá fomos encontrar pessoas especiais. Lá fomos encontrar a Família de João Serra e conhecemos pessoalmente a Maria Angela (Manja), esposa do Serra e sua filha Lili. Que família linda e querida. Pessoas especiais, anjos aqui na terra. Passamos a tarde ouvindo suas histórias de amizade, de apoio e socorro a outros motoviajantes, de solidariedade e de bondade, que emana espontaneamente de suas palavras e atos. Simpaticíssímos, guiados por valores cada vez mais raros no mundo de hoje, como a humildade, desprendimento, ajuda ao próximo pelo simples fato de se sentir bem, valores onde a amizade e lealdade preponderam acima de tudo. Este é o casal e família Serra = PESSOAS ESPECIAIS. Foi realmente um privilégio conhecer o Serra (em uma situação inusitada = Leia o relato da aventura a Punta Del Este) e agora pessoalmente toda a sua família. Esperamos, eu e a Adelaide logo reencontrá-los.

O Serra não queria deixar que seguíssemos naquele dia para Porto Alegre. Fez questão que pousássemos em sua casa. Resistimos, mas não foi fácil, pois é um prazer enorme ficar próximo deles. Pessoas com energia boa que sabem como poucos nos fazer ficar a vontade e nos sentir bem. Quase ficamos... Partimos com dor no coração, mas com certeza, se Deus quiser, em uma outra oportunidade queremos poder compartilhar por mais tempo da companhia desta gente tão querida.

A propósito, o Serra, sua esposa e grande companheira Manja, juntamente com o casal Eliseu e Gládis, que infelizmente não conseguimos conhecer pessoalmente desta feita, estão também de viagem marcada para o Peru. A partida deles será no dia 15 de Janeiro e existe a possiblidade de nos encontrarmos pelo caminho.

Serra, Manja e Lili. Obrigado por nos receberem e por serem as pessoas que são. Estamos honrados de podermos dizer que somos seus amigos.
P.S: Lá na Quinta, o Serra, me proporcionou andar com a sua XT 660. Foi a primeira vez que andei com uma XT. A foto é para registrar o momento histórico. Obrigado Serra. Agora podes dizer que foi você que me fez conhecer uma XT 660.

Porta combustível extra e Porta trecos

Ontem estivemos novamente em Pelotas para instalação de equipamentos. Encomendei com o Manivela um porta combustível reserva, ou seja, um receptáculo para que possa levar combustível extra em algum galão, garrafa pet, ou outro recipiente que aproveite o máximo do espaço do receptáculo. O manivela acabou inventando um negócio que atende perfeitamente esta necessidade. Foi instalado entre o espaço existente entre a carenagem da moto e o suporte para o baú lateral um cano de PVC de 150 mm (lado oposto ao cano de descarga da moto). Todo o espaço ali existente foi aproveitado com  a instalação deste equipamento. Ficou muito bom e poderei levar em uma garrafa PET de 3 ou 3,3 lts o cobustível extra (aliás a garrafa de 3 lts acaba pequena para este espaço, ou seja, se conseguir uma garrafa maior, mais combustível poderei armazenar). Uma outra alternativa que pesquisei para acondicionar o combustível é as bolsas térmicas para água quente, que são de silicone, grossas, maleáveis e com rosca na tampa, vedando completamente. Já descobri bolsa de 2,5 lts. Irei fazer o teste, vamos ver como se comporta. Aproveitei também para instalar um "porta treco" no suporte para descanço dos pés. Este porta treco també é um cano de PVC de 100 mm. Também ficou muito bom e lá pretendo levar ferramentas e equipamentos sobressalentes. Deu uma trabalheira, mas ficou bom. Viajar também é adquirir experiência em equipamento e ir inventando boas soluções e práticas.
Porta combustível extra (Cano de 150 mm), entre o suporte do baú lateral e a carenagem
Porta treco (Cano de 100 mm) na base do descanso para os pés

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E UM ÓTIMO 2010

Foto tirada na Ruta 40, a alguns quilômetros de Bariloche.

DESEJAMOS A TODOS UM ÓTIMO NATAL E UM 2010 REPLETO DE SAÚDE, FELICIDADE, PAZ E A REALIZAÇÃO DE SEUS PROJETOS E SONHOS.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A Família aumentou - Os novos descendentes de Arlindo Link

Neste sábado fomos conhecer nossos recém nascidos afilhados: O Bernardo, filho do Beto e da Karen e a Thaís, filha do Nino e da Bibi. ambos nascidos com um dia de diferença. Estas duas figurinhas, junto com a sobrinha Camila, são os netos do vô Arlindo e que darão continuidade a nossa família. Lindos os três:
Thaís, filha do Nino e da Bibi (1 dia de vida)

Bernardo, filho do Beto e da Karen (nascido neste dia)

O Vô Arlindo com seus netos ladeado pelos pais (da esq. para direita: Nino, Arlindo e Beto)

A chefe da nova gangue: Camila: a primeira neta do vô Arlindo

sábado, 19 de dezembro de 2009

Nas Asas do Condor - Uma viagem ao Umbigo do Mundo


Finalmente lançamos hoje, oficialmente, a próxima viagem de Álvaro e Adelaide. "NAS ASAS DO CONDOR - Uma viagem ao Umbigo do Mundo". A logomarca da viagem, transformada em adesivo, que será distribuido a amigos e afixada nos locais por onde passaremos (tradição de motoviajantes) já está pronta, e como vocês podem ver, cheia de significado. Nas Asas do Condor, que ganha link (blog) próprio (ao lado), será uma viagem que pretende nos levar a Argentina, Chile, Bolívia e Peru, e nestes países a lugares surpreendentes, como Passo São Francisco, Atacama (e suas diversas atrações), Titicaca, Macchu Pichu, Nazca e por fim, se possível (trajeto ainda a ser definido), um retorno pela amazônia Peruana, via transoceânica, entrando no Brasil pelo Acre. Uma viagem que está exigindo de nós muito mais equipamentos, preparo e planejamento. Estaremos no link que criamos, postando, na medida do possível, estes preparativos, que podem também servir de apoio a outros motoviajantes. Também lá estaremos postando, como fizemos na Viagem ao Fim do Mundo o relato da viagem. O roteiro terá aproximadamente 15.000 km e deverá ser feito em 30 dias, a partir do dia 5 de Janeiro. A música tema da viagem é de Osvaldo Montenegro e transcrevemos aqui a estrofe que resume o que significa esta viagem:

Quando voa o condor, com o céu por detrás, traz na asa um sonho, com o céu por detrás, voa condor, que a gente voa atrás, voa atrás do sonho, com o céu por detrás.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Expedição Ruta 40 - Capítulo 2

A Expedição Ruta 40 continua. Abaixo o segundo capítulo da série, veiculada na TVCOM (apresentado em dois blocos).
Veja o post anterior sobre a aventura. Lá você também poderá ver o primeiro capítulo da série.


Ducati Multiestrada 1200

Neste sábado fui até a Hypermotos, loja de artigos para motociclistas do Beto Marshal. Conversando com o próprio Beto, ele me comentou da nova sensação no que se refere ao mercado de Big Traill(s) do momento, a Ducati 1200 multiestrada.

Conforme ele, esta nova Big Traill que chega ao Brasil em Julho de 2010, irá renovar os conceitos das montadoras e desbancar marcas famosas como a BMW 1200, que necessáriamente deverá se atualizar. A Ducati 1200 possibilita com um simples clicar de botões ser transformada em 4 estilos diferentes de pilotagem: Urbana, Enduro, Sport e Touring.

Ao chegar em casa, curioso que sou, fui pesquisar. Leia a matéria que extraí do Jornal Cruzeiro do Sul, e logo depois o vídeo oficial de lançamento desta super máquina:

Ducati Multistrada 1200 é muito mais do que um rostinho bonito

A marca Ducati está diretamente relacionada à esportividade. Não apenas pelos diversos títulos já conquistados nos campeonatos de motovelocidade, mas também porque a casa de Bolonha é considerada pelos fãs mais apaixonados como a Ferrari de duas rodas. Surpreendentemente, o fabricante chamou a atenção do público no Salão de Milão, que aconteceu em novembro, não com uma moto de asfalto, mas sim, com sua nova big trail: a Multistrada 1200. Ela foi eleita a motocicleta mais bonita do evento, tem o motor mais potente da categoria, traz tecnologia de ponta e vai ser lançada no Brasil no segundo semestre de 2010.

Apesar de ser uma big trail, a Multistrada sempre veio equipada com pneus de asfalto. Mesmo sua antecessora, a Multistrada 1100, lançada no Brasil no final de 2008, já trazia pneus esportivos, como se estivesse prevendo a nova tendência da categoria. Este segmento vem mudando, principalmente, por causa do tipo de uso dos proprietários, que não parecem dispostos a sujar motos de mais de 200 kg na lama. No Brasil, a renovada Multistrada 1200 vai enfrentar BMW R 1200 GS, Honda Varadero, Suzuki V-Strom DL 1000, Triumph Tiger 1050 e KTM 990 SMT. Mas seu design mais moderno, que mistura detalhes de moto esportiva com big trail, já é um ponto à frente da concorrência. Isso sem falar da bela balança monobraço e do quadro de treliça tubular.

Seu motor bicilíndrico Testastretta é o mais potente da categoria. Herdado da esportiva 1098, ele tem oito válvulas, refrigeração líquida e gera 150 cv de potência a 9.200 rpm e torque de 12 kgfm a 7.500 giros. Para efeito de comparação, a nova BMW R 1200 GS oferece 110 cv. A alta potência deste propulsor está relacionada, em parte, ao comando desmodrômico, que troca o sistema convencional de válvulas com molas por um mecanismo de válvulas interligadas, que evitam a perda de sincronia com os pistões nas rotações mais elevadas.

Disponível apenas na versão S do modelo, este sistema tem quatro opções: Urbana, com potência de 100 cv e suspensão em modo conforto; Enduro, também com 100 cv e suspensão elevada; Sport, com 140 cv e suspensão de comportamento esportivo; e Touring, com 150 cv e suspensão adequada para maior conforto em viagens mais longas em rodovias, com plena carga, levando piloto e garupa. O conjunto de amortecimento da versão S é assinado pela Ohlins, mas na Multistrada mais acessível tem amortecedores Marzocchi de 50 mm na frente e Sachs atrás ambos com 170 mm de curso. O sistema de freios com ABS é da marca Brembo e tem discos duplos de 320 mm na roda dianteira e disco único de 245 mm na roda traseira.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A destruição de Montevideo - Ataque de Pânico

O jornal Zero Hora publicou esta semana uma reportagem sobre um curta uruguaio de ficção científica do diretor Federico Alvarez . Postado no Youtube, o vídeo imediatamente se transformou em sucesso absoluto, com milhares de acessos e reproduções em sites e blogs pelo mundo. Ataque de Pânico, o nome do curta de 4:48 min, mostra a cidade de Montevideo sendo atacada e totalmente destruída por robôs alienígenas.

Uma semana depois de postar o vídeo na internet o diretor assinou um contrato milionário com hollywood. Detalhe: o vídeo custou U$ 300,00 e o contrato lhe rendeu U$ 30 milhões.

Assita o vídeo:




Cioccari - Ótima opção para equipamentos de aventura

Adelaide entre o César e a Sirlei (no blacão um pouco dos equipamentos adquiridos)
Os preparativos para a próxima viagem continuam e logo, logo, estaremos postando aqui no blog o projeto (já temos nome, logomarca, adesivo e roteiro). Por enquanto estamos executando o planejamento no que se refere a aquisição de equipamentos: roupas, barraca, sacos de dormir, material para segurança, etc. Nós, que acima de tudo valorizamos qualidade e bom atendimento, encontramos uma loja que além de possuir uma grande grade de produtos para aventura, possui um atendimento exemplar, muito bom mesmo. Falo da Cioccari onde fomos atendidos pelo César (um dos proprietários) e Sirlei, que sabe tudo sobre os equipamentos de aventura. Procuramos muito em Porto Alegre uma loja que pudesse atender nossas necessidades e constatamos que não é fácil. Ou a loja possui os produtos, mas o atendimento é péssimo (E várias são assim = Aliás infelizmente é raro o atendimento não ser ruim), ou o atendimento é bom, mas não encontramos o que precisamos. Para nossa alegria, encontramos esta opção, chamada Cioccari: Ótimo atendimento, boa grade de equipamentos e preço justo. Sempre que somos bem atendindos e encantados pelo atendimento de um estabelecimento comercial, fazemos questão de divulgar no blog, até para servir de apoio a outros aventureiros e motoviajantes, porém quando somos mal atendidos, fazemos questão de nunca mais colocar os pés no lugar que nos proporciona estas desagradáveis horas da verdade e acima de tudo esquecê-lo. A Cicoccari está localizada na A. Carlos Barbosa, 857 - Bairro Medianeira. Seu telefone: (051) 3223-8321.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Expedição Ruta 40

Desde o dia 29 está sendo apresentado na TVCOM um documentário que relata uma viagem efetuada em 12 dias, por mais de 5.500 km pela lendária Ruta 40. A viagem ocorreu em setembro quando os  14 participantes embarcaram as motos em um caminhão até Rio Gallegos (última cidade Argentina, antes da travessia do Estreito de Magalhães e ingresso na Terra do Fogo). De lá, pegaram as motocicletas e pilotaram 150 quilômetros até Cabo Virgenes, ponto zero da Ruta 40. Todas as motos são acima de mil cilindradas. Das 14 motos que largaram, 10 chegaram a La Quiaca, fronteira com a Bolívia. Dois pilotos sofreram acidentes (um deles fraturou a mão esquerda) ainda antes dos primeiros mil quilômetros. Outros dois tiveram problemas mecânicos e também voltaram mais cedo. Mesmo quem chegou, não escapou de pequenos tombos no meio do caminho. Para realizar o sonho de cruzar a Argentina, cada participante gastou cerca de R$ 8 mil. O comboio tinha ainda um carro de apoio, guiado pelo aventureiro Clovis Kalikoski, o Chakal, apresentador do programa a ser exibido na TVCOM.

A Ruta 40 é a mais extensa rodovia Argentina e também é considerada mítica pelos motociclistas, pelas extremas dificuldades que apresenta, especialmente o vento e o rípio encontrado no extremo sul do país. Vencê-la é o sonho de 10 entre 10 motoviajantes.

Localidade de Três Lagos (aqui o diabo perdeu as botas)

A Ruta 40 após a queda e apoio do argentino Sérgio

Nós tentamos enfrentá-la na viagem ao Fim do Mundo, porém fomos vencidos por ela e pelo vento nos primeiros 2 quilômetros. Vale a pena a reprodução do relato deste dia:

O Local: Tres Lagos, após 30 km do trevo de acesso ao povoado de El Chalten, no sopé do pico Fitz Roy = Estamos em uma Estação de Serviço (posto de combustível). Final do trecho asfaltado da Ruta 40. Logo que entramos no posto (já havíamos passado, não o enxergando pois ele se localiza afastado da rodovia), vimos duas motos Transap estacionadas sendo abastecidas, em uma delas um americano que falava português na outra um casal de americanos (estes nao falavam qualquer palavra em português). O primeiro, que falava português, muito cansado. - De onde vens, perguntei, ja sabendo da resposta, pois o vi passar quando sem querer passei pelo posto. Respondeu: - da Ruta 40, de Bariloche. E eu imediatamente: - Como ela esta? - Horrível, respondeu, continuando, - muito e muito vento, vento forte e um rípio alto entre os trilhos de automóveis, e completou - Esta muito perigoso. Precisa muita forca para manter a moto nos trilhos e nao descontrolá-la para que nao mergulhe no pedregulho formado pelo trilho dos autos. A altura do leito entre os trilhos é de 30 cm ou mais em alguns locais. Levei 4 horas para percorrer 180 km, todo ele ruim. Antes (para nós seria depois) ele esta melhor. Além disto muitas costeletas nos trilhos. Como se não bastasse a via estar péssima, o vento atua de forma intermitente, e volta e meia largando fortíssimas rajadas. Abastecemos as motos, o vento intensificando e nossa preocupação aumentando. Estavamos ali em um dilema, retornar os 150 km ate El Calafate e se dirigir a Rio Gallegos e após subir a ruta 3, ou continuar , sofrer e enfrentar esta adversidade???? Resolvemos, em comum acordo, depois de alguma discussão prosseguir pela ruta 40. Péssima idéia. Antes de sair o americano alerta: muito cuidado, esta muito perigoso mesmo. Vão com cuidado e tomem muita água no caminho. Ao saírmos uma camionete vem trazendo carregada em sua carroceria o 4° membro da equipe (a moto estragada e o piloto acabado). Não aguentou a ruta 40. Seguimos temerosos e o vento fortíssimo pegando no costado. Entramos na ruta 40, devagar e eu extremamente tenso tentando manter a moto nos trilhos. Vou seguindo, inicialmente 40, 50, 60 km/hora e então uma forte rajada de vento já nos 2 km percorridos nos joga para o meio do trilho onde o pedregulho forma montes de 30 cm e a moto se descontrola, eu acelero e dá-se o acontecido: a moto derrapa e faz um zerinho atirando eu e Adelaide um ou dois metros longe. Assim como caímos nos levantamos (tudo extremamente rápido). Eu apavoradíssimo com a possibilidade de a Adelaide ter se machucado, porém averiguações feitas, nenhum arranhão em ambos. Tudo bem com a gente. Agora era verificar a moto que recém abastecida expelia pelo suspiro gasolina. Ficou virada e deitada no sentido contrário (pela derrapagem que formou um zero). Um dos alforjes arrebentou sua cinta que o segura no suporte. No mais tudo bem. Um Argentino, que recém havia passado por nós, viu que estávamos em maus lencóis, e deu marcha ré em sua camionete. Veio ver se havíamos nos machucado e vendo a dificuldade de erguer a moto, nos ajudar a levantá-la. Com muito esforço, pois erguemos ela contra o vento, colocamos de pé. Por incrível que pareca e pela proteção dos alforjes nenhum arranhão na Catarina, somente o pé da embreagem entortado. Será que algum problema mecânico poderia ter ocorrido com a queda? Bati o arranque e nada, acho que estava afogada. Bati novamente e nada. Definitivamente afogada. O vento mal nos deixava de pé. Esperei um pouco e bati novamente o arranque e finalmente ela ligou. Agora averiguar se as marchas funcionavam. Incialmente me pareceu difícil, pois a alavanca estava completamente torta, fora de sua posição para uma debreagem tranqüila, mas após algumas tentativas, averiguei que estavam funcionando. Preciso aqui agradecer ao amigo Argentino (se não me engano seu nome é Sérgio) que tão prestimosamente nos ajudou. Agora o desafio era sair daquele rpio, pois se antes estavamos em um dilema, agora tínhamos uma certeza: nao prosseguiríamos pelo rípio. Que encreca que nos metemos. Pela adrenalina, pelo vento, os 2 km de retorno foram para mim os mais longos de toda a viagem. Finalmente conseguimos alcançar o asfalto. Vale aqui a importante observação que principalmente pelos equipamentos como roupas de cordura com proteções nas articulações, botas e luvas, nada sofremos (Somente a bota da Adelaide foi um pouco mastigada, mas, como disse ela nada sofreu).

Para assistir ao primeiro capítulo você pode acessar o site do Chakal ou clicar no link abaixo:

Capitulo 1: Expedição Ruta 40

Também estou postando (abaixo) a entrevista concedida pelos organizadores da expedição a TV COM, no programa falando de Tânia Carvalho:



Um interessante blog que relata a viagem e traz outras informações é o seguinte:


Próximos programas: dia 13 e  20 de Dezembro, na TVCOM, canal net 36, as 20:00hs

Para assistir ao vivo o programa nestes horários clique aqui

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

4º Abraçando o Litoral Norte 2009


O 4º Abraçando o Litoral Norte 2009 acontece dia 05 de Dezembro em Tramandaí/RS.

Tramandaí(1) - Cidreira(2) - Balneário Pinhal(3) - Capivarí do Sul - Osório(4) - Arroio do Sal(5) - Torres(6) - Capão da Canoa( 7) - Xangri-Lá (8) - Imbé(9) - Tramandaí(10).

Mais Informações:

Bagé Moto Encontro Integração 2009

 
Confirmado o Bagé Moto Encontro Integração 2009, em Bagé – RS – Brasil, dias 04, 05 e 06 de dezembro.
Shows, bandas, churrascada, um carreteiro gigante para 1500 pessoas promovido pela Associação dos Arrozeiros de Bagé, muita gente, muita motocicleta !!!
Recepção nos três acessos principais da cidade, com estrutura e orientação ao local do evento.
Sexta à noite os primeiros 100 litros de cerveja grátis !!!
Almoço, jantar e café da manhã gratuitos para os motociclistas !!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Livros adquiridos na 55° Feira do Livro de POA

A feira do livro terminou. Aproveitamos para renovar nosso acervo. A Adelaide enloquece, pois eu sou meio descontrolado (consumista mesmo) quando se trata de livros e portanto acabo estrapolando o orçamento. Adquirimos as seguintes obras:

1 - Na Garupa de um motociclista... Até o fim do mundo, de Antonela Siqueira Catania: Livro, já comentado neste blog. Trata-se das impressões da garupa em uma viagem do casal até o extremo sul de nosso continente a bordo de V-Strom 1000. Livro sensível e com uma visão diferente: o da garupa.

2 - Vietnã Pós-Guerra, de Airton Ortiz: Livro, também já comentado neste blog, que descreve a viagem deste reporter, durante quase 60 dias pelo sudoeste Asiático, onde visitou o Camboja, a Tailândia, Laos e o Vietnã.

3 - Terra Sem Fronteiras: Do Sul do Brasil ao Alasca, de Joyce e Cláudio Guimarães: O relato, amplamente ilustrado com belíssimas fotografias da viagem do casal de Jaraguá do Sul, Santa Catarina a Prundhoe Bay no Alasca a bordo de um Land Rover Defender 90.

4 - Challenging your Dreams, uma aventura pelo mundo, de Grace Downey e Robert Ager: Um belíssimo livro que relata a viagem de 3 anos ao redor do mundo a bordo de uma Land Rover Defender 110.

5 - A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne: Ficcionista francês que instiga a mente de quem tem no sangue a aventura. Autor também de viagem ao centro da terra e vinte mil léguas submarinas.

6 - Viajante Solitário, de Jack Kerouac: textos autobiográficos do autor, que nos conta de suas viagens pelo mundo. O autor também é famoso pelo livro On the road.

7 - 50 Maratonas em 50 dias, segredos que aprendi correndo, de Dean Karnazes: Ultramaratonista, referência no mundo das corridas, que relata seu último grande desafios: correr 50 maratonas em 50 dias consecutivos = um maluco. Já li seu livro anterior: o Ultramaratonista e recomendo. Lições de superação.

8 - Paisagens perdidas, de Jayme Caetano Braun: Poesias e prosas de um dos mais famosos pajaeadores do Rio Grande.

9 - Lendas Gáuchas, da RBS produções: 35 histórias com origem no imaginário popular rio-grandense.

10 - Guia do Peru, publicado pela Folha de São Paulo: Guia visual, muito bem ilustrado sobre o Peru.

11 - Guia da Bolívia, da Rough Guide, traduzido pela Publifolha: Um dos poucos guias encontrados no mercado sobre a Bolívia.

Enfim, muitos livros, muitas histórias inspiradoras. Vocês podem notar pelas obras adquiridas onde buscamos inspiração para nossas viagens e também já damos algumas pistas do que um dia pretendemos fazer...

Quando denominamos nosso blog de Álvaro e Adelaide mundo afora, estamos dizendo que viajamos também pelo mundo através dos olhares e impressões de outras pessoas que nos brindam com seus relatos. Mundo afora também é viajar através dos livros.

Equipamentos do Manivela

Na foto: Eu e Manivela (gente finíssima este Manivela)

Estamos passando por uma fase alucinada de trabalho, o que está me impedindo de atualizar com mais freqüência o nosso blog. Logo estaremos lançando por aqui o projeto de nossa próxima viagem. Por enquanto preparativos. Começamos o planejamento tarde e por isto alguns acumulos de tarefas. Escolha de roteiro, relação de equipamentos, organização dos aspectos burocráticos, enfim... Esta parte também é tão boa quanto a viagem propriamente dita. Escreverei mais a respeito em futuros posts.

Entre as tarefas de planejamento está o equipamento. No final de semana passado fui para Pelotas equipar a moto com as invenções do Manivela. Instalei os seguintes equipamentos:

1 - Suporte Side Case Falcon: Suporte para acoplamento de bauletos laterais da GIVI. Com ele posso acoplar um baú lateral E21 (21 litros) ou um E41 (41 litros). A idéia  é buscar um E21 pois o E41 é muito grande, diria que para a Falcon, exageradamente grande, além do preço proibitivo. O E21 é o mesmo tamanho dos atuais alforjes que nos acompanharam para Ushuaia. Vocês devem estar se perguntando porque da substituição? É que em uma longa viagem ao meu ver, é fundamental a praticidade de carregamento da moto. Em uma viagem de moto já existe a parafernália de equipamentos e roupas especiais que nos tiram a mobilidade. Quanto mais prático for a montagem da bagagem, melhor a moral da equipe. E os baús laterais trazem isto. Basta um clique e os volumes estão acoplados. Sem falar da vedação e impermeabilidade. O alforje é um bom equipamento, mas para no máximo viagens de poucos dias. Umas das coisas a que me propus no decorrer da viagem ao Fim do Mundo (itens a serem melhorados) era a de instalar na Catarina suportes para baús laterais. Faltam agora os baús. O Suporte criado pelo Manivela é de uma qualidade excepcional.


2 - Cavalete Bi-lateral Falcon: Criado também pelo prof. Pardal do Motociclismo (Manivela), substitui o pezinho original, serve para apoiar a moto e ergue-la, pois transforma-se em um cavalete, deixando ao acioná-lo os pneus da moto erguidos. De uma utilidade tremenda em viagens, pois permite com facilidade a lubrificação da correia, e em caso de reparos como conserto do pneu o seu fácil manuseio. Certamente se o tivesse na Patagônia não teria por mais de uma vez, visto a moto cair com a força dos ventos Patagônicos. Recomendo para os Falqueiros o uso do cavalete. Dêem uma olhada no vídeo que demonstra a instalação do equipamento:


3 - Suporte pedaleira para Falcon: Em longas viagens em velocidade de cruzeiro é super útil um suporte para mudarmos eventualmente a posição das pernas. Auxilia em muito na circulação sanguinea e no conforto do piloto.

Enfim, para quem não conhece o Manivela e seus produtos, especialmente a sua exclusiva e patenteada criação, o cavalete bi-lateral, confira o site da empresa. Seus equipamentos são de Motociclista para motociclista, pois além de tudo ele é Motoviajante.

sábado, 14 de novembro de 2009

Mineiro completa viagem dos EUA ao Brasil de Motocicleta

Sem GPS, Jorge Lauriano atingiu o objetivo e já planeja futuras aventuras.
Uma motocicleta, uma barraca e um mapa. Estes foram os companheiros do mineiro Jorge Lauriano durante a longa jornada que iniciou em Ohio e acabou em Ipatinga (MG). Acostumado a aventuras, ele agora planeja ir para o Alaska. De motocicleta, obviamente.
Segundo o News Herald, ninguém acreditava do que Jorge Lauriano seria capaz. Mas o proprietário do Luchita’s Restaurant, localizado na cidade de Mentor, provou justamente o contrário. Com a Kawasaki KLR650 de cor vermelha pronta no dia 8 de junho último, começava o grande desafio do brasileiro.
Morador da área de Cleveland desde 1998, Lauriano veio aos Estados Unidos para dar maiores oportunidades à família. Amante confesso de tudo o que é mais difícil, Lauriano não se deixou abater. Em 2005, caminhou 200 milhas no famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Desta vez, as pernas foram substituídas pela ‘motoca’.
“Um carro é fácil. Que tal uma moto?”, perguntou ele, sem medo de enfrentar o desconhecido. A coragem foi tanta que Lauriano nem quis se valer de um GPS ou de um simples telefone celular. Para o aventureiro de carteirinha, bastaram os bons e velhos mapas.
Início da viagem: foi dada a partida de Mentor rumo a Laredo, no Texas. A cidade é usada como destino de muitos imigrantes que fazem a perigosa travessia do deserto do México. Sem ter mais terra firme no Panamá para desbravar estradas, Lauriano teve um atraso inesperado de cinco dias no país, enquanto procurava por uma linha aérea confiável para seguir com a moto até a América do Sul. Não deixou de ser um susto. Afinal, um fim prematuro para a aventura não era o que o mineiro esperava.
Depois de descer do avião, Lauriano se deparou com outro obstáculo: precisou pagar propina para desonestos agentes das fronteiras, os quais colocavam empecilhos para que ele seguisse viagem. Totalmente contra o método, Lauriano não viu outra alternativa a não ser o pagamento de $5 ou $10 para não ter que aguardar longas horas.
Pronto para outra:
Preocupado com a própria segurança e da Kawasaki, dormiu em hotéis. “Sem minha moto, não tem viagem”. Apesar de estar rondado pelo perigo, Lauriano não deixou de aproveitar tudo o que pôde quando passou pela Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Evitou de propósito as grandes cidades e pegou carona pelas trilhas de pequenos vilarejos. “Gostei das características locais e é mais seguro”.
Na chegada à Ipatinga natal, muitos risos numa alegre reunião de família. As lágrimas de felicidade de Lauriano contrastaram com o precioso momento. “Chorei muito. Não conseguia acreditar. Às vezes não consigo acreditar”. São e salvo, sem acidentes ou ameaças à própria vida, Lauriano rodou cerca de 11 mil milhas divididas em 12 horas por dia de viagem. Para isso, pagou um total de $900 de gasolina. 
A funcionária e também amiga Gleicy McFeely relembra o quanto a esposa de Lauriano, Imaculada, ficou apreensiva com a falta de notícias durante alguns dias. “A falta de informação nos deixou loucas, mas sabíamos que era o sonho de Jorge, e que tudo iria bem. ... Quando ele voltou, a face dele se iluminava cada vez que falava da viagem”, disse Geicy.
Mal terminou a aventura e Lauriano já pensa na próxima. Pretende no futuro ir ao Alaska, e novamente ao Brasil. Sempre de moto. O maior desejo, segundo ele, é que estas viagens sirvam de inspiração para os outros. “Às vezes você senta numa cadeira e diz que os outros podem fazer, mas eu não – mas eles podem. Sempre há problemas que você precisa enfrentar. Você não pode se deixar abater por eles”.

Fonte: Extraído do site Comunidade News

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rafting - Desafios da Natureza

Na semana passada divulguei que estariamos participando dos Desafios da Natureza, através da descida das corredeiras do Rio Paranhana, de Rafting. Pois bem: Selecionei algumas fotos para mostrar um pouco da programação, que para mim foi muito diferente. A adversidade exatamente não foi a descida do rio, que como já havia mencionado no post anterior é de nível leve a moderado. A adversidade ficou por conta da chuva. Choveu muito e vencer a preguiça e se desvincilhar do conforto do lar para enfrentar muita chuva, frio, lama e água, descendo o rio a noite é que foi dureza. Mas, vencido o adversário preguiça, estando lá, não nos arrependemos, muito antes pelo contrário, foi ótimo. Nos divertimos bastante. Ano que vêm se Deus quiser estarei lá novamente.
Para saber mais sobre a cidade de Três Coroas (onde fica o Parque das Laranjeiras, como faço para fazer um rafting, como chego no templo budista, e outras informações), leia o post do blog Coisas da Ane, que coincidentemente fala de suas andanças por lá e nos alcança muitas dicas e orientações para quem quiser conhecer a região.

Da série: O Idiotismo - Descriminação com Motociclista

Lendo o Jornal do Comércio de hoje (09/11/09) me deparei com um fato, relatado por um leitor deste jornal que pode ser classificado na categoria imbecilismo ou idiotismo. Pois vejam os senhores que o repórter e relações públicas Maurício Castro Pinzkoski foi, por força de seu ofício, cobrir um evento na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Ocorre que o Maurício é também motociclista e faz o seus deslocamentos de motocicleta. Ao chegar a Assembléia, no estacionamento destinado a imprensa, foi barrado pelo segurança com a justificativa de que o estacionamento somente era destinado a carros. Vejam só os senhores(as): é ou não uma idiotice, um preconceito, uma burrice???

A notícia vem da própria mão de Maurício que relata o fato na página 4 do Jornal do Comércio na coluna palavra do leitor, que transcrevo na íntegra:

Imprensa sem moto

Por que discriminar assessores de imprensa com carros daqueles com moto? Sou assessor de duas respeitáveis instituições gaúchas. Na quinta-feira, dia 5/11/09, uma delas promoveu um evento na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Como imprensa, tenho acesso a alguns lugares e em especial aos estacionamentos. Para minha surpresa, nessa ocasião, fui estacionar  minha moto e aí surgiu a discriminação (antes fiquei do lado de fora sendo agraciado pela chuva). "Não há vagas para motos da imprensa nesse local". impõe o segurança. Então volto a questionar: a imprensa de carro pode? De moto, não? Está mais do que na hora de conceitos serem revistos e modificados positivamente. A intenção aqui é alertar para esse descaso com meios (motos ou não) que servem para comunicar ao povo. (Mauricio Castro Pinzkoski, relações públicas - mauricio@age-comunicacao.com)

Com a palavra a nossa AMO/RS (Associação dos Motociclistas do RGS), que sem dúvida deve e certamente fará, um ofício a Assembléia Legislativa do estado questionando sobre este flagrante desrespeito aos motociclistas.

Valeu Mauricio por não se calar frente a esta arbitrariedade. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte Final

Passado esse susto, procuramos nos alimentar precariamente e se acomodar na pousada, cujo preço era estipulado pela quantidade de camas existentes no quarto. Considerando que haviam 4 no mesmo quarto, necessitamos pagar por todas, caso contrário teríamos que dividir o mesmo espaço com mais dois nativos que insistiam em utilizar as camas adicionais. O que para nós parecia um absurdo, para eles era algo normal, afinal, estávamos “noutro mundo”.

Talvez devido a altitude, minha mulher não passou bem à noite, o que motivou-nos a contratar o mesmo furgão para nos transportar com moto e tudo nos últimos 80 quilômetros de estradas precárias que faltavam para chegar ao tão esperado asfalto que leva a Cusco. Assim fizemos esse trajeto, apesar da moto mal caber no furgão, apreciando a bela paisagem que liga Ocongate a Urcos, enquanto comíamos as últimas bolachas.

Trata-se de um trajeto de grandes altitudes e, logo de saída, numa curva acentuada, avistamos um caminhão tombado, com uma vítima fatal que ainda se achava no local. Fiquei pensando nos lugares extremamente perigosos por onde passamos, chegando a conclusão de que nada acontece na véspera, apenas no dia predestinado.

Seguimos adiante por uma estrada tão péssima quanto aquelas que já havíamos percorrido, porém apreciando belos picos nevados ao longo do horizonte, lhamas, nativos andinos com seus trajes típicos multicoloridos e pequenos “pueblos” com casas erguidas à base de uma espécie de tijolo de barro. Pudemos perceber que os nativos dessa região vivem basicamente com os recursos da terra, pois quase nada é industrializado, inclusive o material de construção de suas habitações.

De uma altitude aproximada de 4.000 metros, avistamos a cidade de Urcos, e iniciamos um longo trecho em declive serpenteando a montanha, até chegar ao excelente asfalto que leva até Cusco.

Desembarcamos a moto do furgão, abastecemos e iniciamos o percurso em asfalto, coisa que, agora sim, valorizávamos como nunca. Cheguei de fato a conclusão de que meu negócio é asfalto, e ainda mais convicto de que moto combina mesmo é com boas estradas, sol e calor e não com estradas ruins, chuva e frio. (...)

E a viagem do Cícero acompanhado de sua esposa e garupa seguiu, e eles alcançaram os seus objetivos (Machu Picho, Titicaca e Atacama) que hoje estão registrados no livro Saindo do lugar comum.  Agradecemos ao Cícero que nos brindou com esta emocionante história.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Desafios da Natureza - Três Coroas

Bom gente. Este final de semana (6,7 e 8 de Novembro) a aventura e a adrenalina estão garantidas, pois estarei participando dos "Desafios da Natureza", um evento que tem por objetivo integrar esporte, homem e natureza. O desafio será realizado no Parque das Laranjeiras na cidade gaúcha de Três Coroas.

Os esportes que estarão em disputa são:

- Rafting (Sprint e descida);
- Canoagem (Slalom e Rodeio);
- Mountain Bike (Trip Trail, Downhill e Four Cross);
- Corrida de Aventra.

E adivinhem em que modalidade eu fui me inscrever ???? Certamente em um daqueles lapsos de juízo perfeito, que eventualmente somos acometidos, fui aceitar participar do rafting. E tem mais: O Rafting será feito em duas provas, uma normal, durante o dia e outra noturna. Vai saber onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei participar...!!!????

Brincadeiras a parte, será tranquilo. Já desci as corredeiras do Paranhana que apresentam um nível moderado para leve de dificuldade, portanto será a maior curtição.

Estarei participando de uma das equipes da Academia Energia Vital da cidade de Taquara, liderados pela Raquel e pelo Guilherme, casal proprietário da Academia e seres humanos especiais = gente do bem.

Na próxima semana postaremos as fotos do evento.

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 4

Iniciamos o 11º dia da viagem, partindo cedo de Quincemil e, logo, levamos mais um pequeno tombo. As condições da estrada pioravam cada vez mais, com muita lama, grandes pedras redondas e grandes valas, não permitindo velocidade acima de 20 km/h.
A estrada começava a serpentear belas encostas, iniciando a subida da Cordilheira, a qual não podíamos apreciar muito bem, pois a atenção com a estrada era prioritária.
Até então levávamos o galão adquirido em Rio Branco completamente vazio, uma vez que, basicamente, sabíamos os locais de possíveis abastecimentos, além de evitarmos sobrecarregar ainda mais a moto. Dessa vez, considerando as informações do nosso precário mapa, deveríamos abastecer 80 quilômetros adiante num “pueblo” denominado Marcapata, situado numa altitude média de 3.000 m.s.n.m. (metros sobre o nível do mar). Qual não foi nosso espanto ao constatar que nesse local não havia combustível! O negócio era seguir adiante e ter fé para que no próximo povoado existisse o precioso líquido.
Após alguns quilômetros inicia-se forte subida pela encosta da Cordilheira, onde avistamos as primeiras Lhamas. Olha-se para o lado, precipícios, olha-se para o outro, picos cobertos pelas nuvens.
Por sua vez, quanto mais alto, mais intenso era o frio, agravado pelas nossas roupas ainda úmidas do dia anterior, ficando ainda mais molhadas, pois começávamos a ficar no mesmo nível de algumas nuvens e com visibilidade cada vez pior.
Não era só isso. Surgem esparsos flocos de neve, piorando a sensação de frio e a moto começa a falhar, afinal estávamos ultrapassando 4.000 metros de altitude. Sentíamos, também, pela primeira vez o famoso “Soroche” ou “Mal de Puna”, no linguajar dos habitantes andinos, ocasionado pela falta de oxigênio nas grandes altitudes, mesmo havendo tomado chá de coca ao iniciar a subida e ingerido remédio que levávamos para auxiliar nesse mal estar.
Finalizando, ao atingir a parte mais alta, um local denominado Abra Hualla Hualla, situado a 4.760 metros de altitude, ao parar frente a uma espécie de capela onde os viajantes acendem velas pedindo proteção, simplesmente deixei a moto cair, pois não tinha forças suficientes para manter o equilíbrio da mesma.
Estávamos completamente congelados e debilitados. Pela primeira e única vez senti certa preocupação, afinal, além de toda a situação descrita, nosso combustível estava praticamente na reserva.
Acredito que nosso Anjo da Guarda deu uma forcinha dessa vez. Com certa dificuldade, aquecemo-nos precariamente nas velas acesas, torcemos as meias que estavam totalmente molhadas e fizemos alguns movimentos com os pés e mãos para ativar a circulação, iniciando a descida, tão perigosa quanto a subida.
Após aproximadamente 40 quilômetros andando na reserva do combustível, ao encontrar alguns casebres resolvi parar, pois se continuasse com certeza ficaria no meio do caminho.
Quase que imediatamente surgiu um furgão diesel que levou-nos até um “pueblo” denominado Ocongate, distante apenas 10 quilômetros do local onde havíamos deixado a moto. Adquiri combustível, deixei minha mulher numa pousada similar a anterior e retornei com o mesmo veículo para abastecer a trazer a moto.

Continua no próximo post, não percam.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 3

Registramos nossa passagem pela cidade, inserindo um adesivo do nosso Moto Clube no Hotel.

Devidamente refeitos após um dia de descanso esperando a chuva passar, partimos cedo de Puerto Maldonado, com forte neblina na primeira hora, a qual, associada à poeira, deixava a visibilidade bastante prejudicada.
No início a estrada era razoável, permitindo manter entre 60 e 80 km/h. Após 143 quilômetros, chegamos ao “pueblo” Mazuco, a partir do qual a estrada começava a mostrar sua verdadeira cara, com pedras redondas, cada vez maiores. Para piorar, começava a chover.
Sempre na esperança de tratar-se apenas de uma chuvinha, quando percebemos estávamos com as roupas de couro totalmente encharcadas, enquanto que as roupas de chuva permaneciam secas e guardadas.
Em função da chuva, nas partes baixas, enormes poças d’água barrenta que pioravam ainda mais nossa situação, pois tínhamos que cruzar com o acelerador a toda, torcendo para não encontrar uma grande pedra ou buraco no fundo. Em alguns trechos, as valas feitas pelo peso dos caminhões de carga chegavam a quase 1 metro de profundidade e, nas baixadas, ficavam encobertas pela água da chuva. Num desses locais levamos nosso 3º tombo, desta vez machucando de leve a perna da minha companheira.
A sujeira era tanta que não haviam condições ou ânimo de fotografar partes desse trajeto, o que foi uma pena, pois após superar determinados obstáculos, chegávamos a duvidar de que o tivéssemos feito. (...)
Como ponte é algo pouco utilizado nesse trajeto, em pequenos riachos (alguns não tão pequenos assim), minha companheira cruzava antecipadamente a pé, procurando demarcar o local por onde eu deveria seguir com a moto. Numa dessas ocasiões, deixei a moto na margem, seguindo com os alforjes às costas, caso contrário a água os inundaria, e ao cruzar o rio levei o maior tombo ao tropeçar numa pedra submersa, o que resultou infrutífera minha pretensão de mantê-los secos. Uma pena a cena não ficar gravada em vídeo, pois a filmadora havia se danificado um pouco antes.
Ao entardecer, após percorrer um trecho inferior a 200 quilômetros, chegamos ao “pueblo” Quincemil, onde abastecemos e fomos à única pousada existente, uma verdadeira espelunca, buscar um pernoite. Como sempre, iniciávamos uma tentativa de limpeza das roupas e acessórios, dessa vez extremamente molhados, a fim de possibilitar condições mínimas de manuseio no dia seguinte. (...)
Continua no próximo post, não percam.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vietnã Pós-Guerra - Airton Ortiz

Luiz Antônio Ferreira - fotógrafo da expedição, Airton Ortiz - autor e Adelaide

Estivemos hoje na sessão de autógrafos do jornalista e escritor Airton Ortiz, autor de diversos livros com relatos de suas viagens e aventuras, gênero denominado jornalismo de aventura, onde o autor é ao mesmo tempo repórter e protagonista da reportagem. O seu último livro, objeto da sessão de autógrafos refere-se a sua penúltima viagem ocorrida entre Junho e Agosto de 2008 ao Vietnã. O livro cujo título é "Vietnã Pós-Guerra" é sua 10° obra publicada na coleção Viagens Radicais da editora Record. Conforme Airton que já fez de tudo e conheceu diversos lugares "- foi uma das maiores aveturas que já enfrentei".

Ainda não conhecia Airton Ortiz, somente pela sua fama e por ouvi-lo eventualmente em alguma reportagem ou entrevista. É nosso vizinho, pois é morador da zona sul de Porto Alegre. A sessão de autógrafos foi precedida de uma palestra do Airton, com a apresentação de imagens da viagem, feitas pelo fotógrafo e jornalista Luis Antônio Ferreira, que também tivemos o privilégio de conhecer e saber que é um motociclista.

Ambos, figuraças. Valeu muito conhecê-los.

Quem quiser maiores informações sobre o Airton, seus livros e andanças conseguirá no site do autor www.airtonortiz.com.br

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 2

Seqüência do relato de Cícero Paes, quando em 2002 percorreu a hoje conhecida transoceânica, retirado do seu livro, Saindo do Lugar Comum:

Anoitece. A visibilidade fica prejudicada em função da poeira e dos insetos que batem constantemente na viseira. De repente um novo tombo, desta vez por não perceber alguns torrões de barro endurecidos que desviaram a roda dianteira. Felizmente nada de grave, pois a velocidade continuava baixa, bastando levantar a moto, localizar na escuridão os alforjes laterais de couro que caíram e seguir adiante.

Chegamos às margens do Rio Madre de Dios, onde embarcamos numa balsa precária que leva à cidade de Puerto Maldonado no outro lado, parecendo tatus ao saírem de uma toca, tal era nosso estado de sujeira devido a poeira acumulada nos 220 quilômetros percorridos desde a fronteira Brasil – Peru.

Imediatamente pedimos informações de hotel e procuramos buscar aquele que oferecesse melhores condições de habitação, pois estávamos exaustos. Tínhamos informações sobre um bom hotel nessa cidade, porém as anotações estavam no fundo dos alforjes e não lembrávamos do nome. Por uma feliz coincidência o hotel escolhido era exatamente esse (Cabaña Quinta), cujo proprietário é um velho conhecido do nosso contato, via internet, no Acre.

O dia seguinte amanheceu chovendo, de forma que, como ainda tínhamos pela frente aproximadamente 450 quilômetros de estradas não pavimentadas, cujas informações eram que, mesmo sem chuvas, seriam piores que o trecho já percorrido, resolvemos não arriscar. Aguardamos um dia na cidade, com a esperança de que o tempo melhorasse, aproveitando esse tempo para, além de descansar, fazer câmbio de moeda, tentar uma limpeza mediana das roupas, moto e acessórios e dar umas voltas pela cidade a bordo de um “motocar”, que nada mais é que uma moto de 125 cilindradas (normalmente bastante velha) com duas rodas na traseira, que tem a função de táxi.

Puerto Maldonado apesar de ser uma cidade pequena, oferece condições razoáveis aos turistas, como hotel, agência bancária, internet, etc. Nossa estadia nessa localidade foi extremamente agradável, principalmente pelo fato de havermos travado amizade com o proprietário do hotel, pessoa muito simpática e cheia de boa vontade para conosco, providenciando, inclusive, um mapa que nos faltava do trajeto Puerto Maldonado – Cusco.

Continua no próximo post, não percam.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 1

Lendo o livro do Cícero Paes, Saindo do Lugar Comum, os trechos de seu livro que mais me impressionaram e despertaram grande curiosidade foi o trajeto que separa o Acre no Brasil a Cuzco no Peru, rodovia hoje batizada de transoceânica. Hoje a rodovia está sendo pavimentada, porém o Cícero a percorreu em Abril de 2002, sob condições extremamente adversas e com equipamentos ainda limitados, como roupas de couro, enfrentando chuva, frio, altitude e uma estrada do inferno.

Vale à pena a reprodução de parte do relato deste grande aventureiro:

Procuramos o caminho que leva à fronteira e, para a nossa surpresa, deparamo-nos com a ribanceira do pequeno Rio Acre. Imediatamente acreditamos haver tomado a estrada errada, pois parecia-nos impossível continuar. Entretanto fomos orientados por canoeiros que se achavam dentro d’água, a desviar a moto pelo flanco do barranco e chegar às margens do rio.

Começava nossa verdadeira aventura!

A travessia do Rio Acre, que divide Brasil e Peru, como já era de nosso conhecimento, somente foi possível, através da colocação da moto sobre um bote. Apesar de cientes dessa primeira adversidade, a situação inusitada, deixou um misto de perplexidade, frente a precária situação.

No pequeno “pueblo” do lado peruano, Iñapari, acha-se a aduana onde iniciamos os trâmites de nosso ingresso naquele país.(...)

Iniciamos um novo trajeto em estrada de terra, normalmente em más condições, porém com alguns trechos razoáveis, dando para manter uma média entre 40/50 km/h. Após 50 quilômetros, paramos num “pueblo”, denominado Ibéria, para abastecer a moto (...)

Logo após essa localidade fomos “batizados”, ou seja, levamos nosso primeiro tombo ao entrar mal numa pequena ponte. Poderia ser pior se a velocidade fosse maior, uma vez que a mesma nem proteções laterais possuía. Mal sabíamos que ponte nessa região é artigo de luxo. Puerto Maldonado, onde pretendíamos pernoitar, ainda estava a 150 quilômetros e, como a velocidade era muito baixa, percebemos que chegaríamos à noite.

Continua no próximo post, não percam.

Na Garupa de um Motociclista... Até o fim do mundo.

Na foto da esquerda para direita: Marcos, Álvaro, Antonella (sentada), Adelaide e Renato Lopes

Ontem, 1 de Novembro, foi um dia muito especial para nós, pois pudemos reencontrar o casal de amigos Marcos e Antonella,  por ocasião do lançamento do livro de Antonella "Na Garupa de um Motociclista...Até o Fim do Mundo", na feira do livro de Porto Alegre. Lá também tivemos o prazer de conhecer pessoalmente outra grande figura do mundo da motoviagem, o experiente motociclista, gaudério Renato Lopes, figura finíssima, gentil e de uma humildade exemplar, principalmente em se tratando de um aventureiro com um curriculo invejável de viagens e com muitas histórias para contar. O Renato também é escritor e autor do livro Motociclistas nas Rutas do Cone Sul, que também muito nos auxiliou(a) no planejamento de nossas viagens. O dia ecerrou com um jantar que reuniu na mesa diversas pessoas e tribos compondo uma mesa eclética formada por gente do bem. Muito bom conhecer e colecionar amigos.

O livro de Antonella promete. Com uma visão inédita, a da garupa, e com a sensibilidade e veia poética da autora, estamos diante de mais uma obra que cativará não só o público motociclista, pilotos e garupas, mas também quem gosta de uma boa leitura, com qualidade, informação e sensibilidade.

Transcrevo um trecho do prefáciador da obra, Renato Lopes:

"Na Garupa de um Motociclista... Até o fim do mundo", o relato da Antonela Catania, uma médica e motociclista que, na condição de garupa, é companheira inseparável e cúmplice do marido motociclista. Garupa de muita coragem, de planejamento peculiar, de sensibilidade permanente, de inspiração presente, de percepção privilegiada e de muitas reflexões. Antonela, sobre duas rodas, realizou o sonho de conquistar Ushuaia, no extremo sul da Argentina, enfrentando e vencendo seus medos e toda sorte de obstáculos por mais de 13 mil km.

Quem quiser adquirir o livro acessa o site do casal, onde encontrará as instruções necessárias para a compra.

8° Encontro Papaxão em Duas Rodas - Carazinho RS


Ocontecerá também no final de semana de 6 a 8 de Novembro o 8° Encontro Papaxão em Duas Rodas, na cidade de Carazinho - RS.

Transcrevo o convite na íntegra:

A melhor recepção aos motociclistas do sul do país. Feira de artesanato e produtos motociclísticos. Venda de camisetas oficiais do evento. Gincana, Rally de regularidade, slalon e brincadeiras. Festa no Bier Pub (Sexta e Sábado com Voz e Violão). Festa na Bier Site (Sábado, com a banda Nenhum de Nós). Shows de Wheelie profissional. Local asfaltado e cercado para manobras no evento.

Maiores informações do evento você consegue acessando o site o evento, ou clicando nas imagens para amplia-las.

domingo, 1 de novembro de 2009

8° Moto Show Mercosul em Pelotas


Nos dias 6, 7 e 8 de Novembro, portanto no próximo final de semana acontece em Pelotas o 8° Moto Show Mercosul, idealizado e promovido pelo Moto Grupo Liberdade.

Transcrevo na íntegra o convite:

8º MOTOSHOW DO MERCOSUL PELOTAS
Estamos convidando a todos nossos amigos para mais uma grande festa que faremos, venha prestigiar o evento que foi eleito o melhor do Estado em 2007, estamos trabalhando para fazer um evento melhor que do ano passado! Em 2007 ficamos em 1º lugar no estado, na eleição realizada pelos moto grupos. Nosso encontro é de motociclista para motociclista, queremos que vocês todos sintam-se em casa, queremos dar um abraço em cada um que chegar aqui para prestigiar o 8º Motoshow do Mercosul, porque vocês são razão do evento e as estrelas da festa. Local fechado, no Parque do Sesi com toda infra-estrutura, com segurança. Este ano mais uma vez estaremos servindo um boi no rolete assado inteiro no sábado ao meio dia como recepção. (Não é meio boi).
Teremos o kit opcional mais barato do estado (camiseta promocional, adesivo, janta, boate, camping, três cafés da manhã no QG do evento).
Troféu aos Moto Grupos inscritos.
Inscrição gratuita a todos!

Outras informações, como local, programação e fotos dos eventos anteriores, você poderá ver no site do evento.