sábado, 14 de março de 2009

Projeto "Águia - O Sonho" chega ao fim

O Simpático Casal Ricardo e Silvia com Adelaide, no dia que casualmente nos encontramos na bela cidade de Esquel

O projeto "Águia - O sonho" chegou no último dia 04 de Março ao fim. Trata-se da aventura de motor-home do casal Ricardo e Silvia que encontramos casualmente na cidade de Esquel, região de Bariloche na Argentina (Você certamente já ouviu aquelas histórias de que determinado acontecimento era para ser assim, ou era para ter ocorrido!!! Pois é, nosso encontro com o casal foi assim, muita coincidência e casualidade. Estávamos na hora certa e no lugar certo para nos encontrarmos: 1 minuto a mais ou a menos, ou se não tívéssemos errado o caminho (é, havíamos errado o caminho da saída da cidade), o nosso encontro não ocorreria. Desígnios de Deus e do destino. Quem bom) . No seu Site podemos ver o relato da viagens com belíssimas fotos de todos os dias da viagem.

O “Projeto Águia” – “O Sonho” teve por objetivo percorrer todos os estados brasileiros mais o Chile, a Argentina e o Uruguai em 1 ano de viagem.

O Roteiro do Projeto foi dividido em 3 etapas:

1ª Etapa: Centro Oeste + Minas Gerais
2ª Etapa: Nordeste + Norte + Tocantins
3ª Etapa: Sul + Argentina + Chile + Uruguai

Vale a pena dar uma visitada no site Motor Home na estrada, onde consta o relato da viagem. Vou transcrever um trecho, que trata da corrupção da policia camineira. Não para denegrir a belíssima Argentina e o seu povo hospitaleiro, ou coisa parecida, mas sim para que, quem sabe contribuir no alerta as autoridades. Oxalá, que as autoridades brasileiras e argentinas navegando pela internet, se deparem com relatos como este, se sensibilizem e passem a se empenhar em de uma vez por todos combater este escândalo chamado POLICIA CAMINEIRA DA PROVINCIA DE ENTRE RIOS, na Argentina.

Vamos ao relato:

“CORRUPÇÃO”

Como já havia relatado anteriormente, nossa grande preocupação era passar pelas Províncias de Entre Rio, Corrientes e Missionies, e também não ficamos livres desta situação já vivida por muitos viajantes que relatam tal procedimento.

Dia 24.02 - Na rota 14 Km 338 ainda na província de Entre Rios mais um comando da policia.Enquanto um policial verificava a documentação outro olhava o Moto Home por fora.Este chegou fez algum comentário com o que estava verificando a documentação, neste momento ele pede para que estacionar o Moto Home no acostamento, levou toda a documentação para um outro policial que estava sentado debaixo de uma árvore frondosa, muita sombra e atrás de uma viatura policial.Ai veio o veredicto ”O seu veiculo esta fora das especificações Argentinas, o pára-choque está acima do limite que é 38cm do chão”.Neste momento ele pega uma pasta com descrições de multas, localiza a infração citada e nos informa que a multa é de aproximadamente $600,00 pesos, mas poderia dar um desconto que chegaria em torno de $420,00 pesos.Sabendo que ele estava correto, devido ter conhecimento com uma Lei parecida no Brasil pedi para ele emitir a multa que eu ia ao Banco pagar ou quando passar na Aduana pagaria na saída. Por se tratar de policiais da Província de Entre Rios já estávamos preparados para a famosa cantada.Neste momento o policial alega que não tem convenio para pagar em banco e que deveria pagar no ato, coisa que não aceitamos e também não temos pesos, ai veio à famosa cantada, podemos quebrar essa multa por $200,00, pesos novamente falamos que estamos saindo da Argentina e não temos pesos e o cara de pau falou que poderia ser em qualquer moeda.Falamos novamente que não tínhamos dinheiro, ficamos um tempo um olhando para a cara um do outro, procuramos usar a tática deixa estar para ver como é que fica. Ele com os documentos e nos com o Moto Home parado no acostamento. Depois de algum tempo ele nos chama e pergunta, o que vão resolver, e continuamos com a técnica, deixar estar para ver como é que fica. A demorar em oferecer a propina é para mostrar que não tínhamos nada e assim pagar o mínimo possível.Na realidade não tínhamos notas pequenas, e não iríamos dar $100,00 pesos uma vez que eles estão para isto e aceitando qualquer valor.O menor valor que tínhamos eram R$50,00, o que equivale a + ou - $65,00 pesos, demos ao “Policial” e fomos liberados imediatamente.Era um comando com cinco policias e uma viatura, estavam bem organizados para o achaque e que as vitimas eram sempre estrangeiros uma vez que durante o tempo em que ficamos parados vimos passar veículos com muitas irregularidades sem que fosse molestado.

Dia 25.02 - Logo após ter saído do Posto de Serviço tem um posto de comando da Policia, alguém tem alguma duvida do que aconteceu. Fomos parados e na nossa frente pararam duas motocicletas Brasileiras.Fomos parados por um Guarda muito jovem que com educação pediu a documentação. Logo em seguida chega um outro guarde todo agitado pedindo que estacionássemos mais à frente. Tiramos da pista e colocamos a frente, desci com a documentação para mostrar para o soldado mais jovem e vem novamente o agitado e pede para colocar mais para frente que desta forma não iria atrapalhar (Já estávamos no acostamento). Estranho uma vez que onde estávamos não estava atrapalhando. O soldado mais jovem somente olha e não sabia o que estava acontecendo.Muito bem, colocamos o MH mais longe do posto de comando e novamente desço com a documentação em mão e apresento ao mais Jovem. Neste momento chega o mais agitado falando que liberaram a moto porque houve um engano e que o problema era com o Motor Home. Ai perguntei, “Qual o problema” e ai ele fala “Recebemos uma denuncia de uma viatura ai atrás dizendo que você cruzou a faixa continua e andou na contra mão” e que seria autuado e recolher o Motor Home para o pátio. Fui em cima do policial e falei que você pode alegar um monte de coisa, mas isto é demais, mostrei o comprovante do Cartão de Crédito com o horário e que estava parado a mais de uma hora e que tínhamos o roteiro gravado no GPS para provar que não houve tal infração. Ainda falai se ele recebeu uma denuncia de outra viatura o porque não fui interpelado na hora, pois ai se caracterizava um fragrante. Falei que iria a todos as cortes existentes em Posadas para provar que estava certo e até o Papa se fosse necessário. Nesta altura eu cresci em cima do soldado e ali ele falou que iria falar com o Superior comecei ir junto para o Posto, coisa que pediu que aguardasse lá. Neste momento o mais jovem somente observa e pede para eu ficar calmo que tudo acabaria bemAi volta o mais agitado falando que iria multar e prender o Motor Home porque o seu superior estava descansando, mas se déssemos uma propina ele me liberaria. Ai ficamos (nesta altura a Silvia também estava fora e dizendo que aquilo era um absurdo) mais puto e falamos que não iria dar porque não fiz nada. Ele viu que iríamos até as ultimas conseqüência e resolveu liberar.Curiosamente esses dois fatos relatados “policiais ou bandido”, estavam com o fardamento azul possivelmente provinciano ou departamental. Desde que entramos na província de Entre Rios passamos por varias barreiras onde os policiais estavam fardados com roupas vedes (possivelmente guarda nacional) realizando fiscalização e cumprindo com o seu dever.Mesmo acontecendo estes últimos incidentes não vai manchar a bela Argentina que conhecemos nem as pessoas que convivemos e amigos que fizemos. Pena que como no Brasil maus elementos atrás da farda se utilizam para extorquir a outros e neste caso somente os turistas.

Um comentário:

  1. Linda a viagem do casal; triste o relato! Eu e minha esposa já passamos por isso duas vezes, em Entre Rios e depois Corrientes. A tática é sempre a mesma, exatamente a mesma. São uns caras de pau. Na última viagem para a Patagônia, em 2008, quando chegamos em Entre Rios eu colei o carro na traseira de um caminhão e não ultrapassei até chegar no Uruguai. Naquela vez eu escapei, mas como será na próxima? Abraço a todos!

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