segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Blog do Youssef

Nestas andanças pelo mundo virtual descobri um blog de primeira linha. É o blog do Youssef, que trás diversas dicas sobre o motociclismo, com bons textos e muita ilustração, principalmente de vídeos. Muito bom mesmo. Como é que não o descobri antes???
Já o coloquei na seção seleção de blogs.
Selecionei um texto do Youssef, publicado no dia 30 de Junho, que achei excelente. Tomei a liberdade de transcrevê-lo para que vocês tenham uma noção da qualidade do seu blog.
Aí vai:
Os mortos, os arrependidos e os convertidos
Quando divulgo o blog em comunidades recebo dois tipos bem diferentes de retorno. A maioria reconhece a necessidade de se preocupar com a segurança e até me agradece pela iniciativa do blog. Um outro grupo, no entanto, desdenha e até reage de forma agressiva. São os típicos "motoqueiros", irresponsáveis e que se tão espertos que não precisam se preocupar com segurança. "Quer segurança? Fique em casa e não ande de moto" dizem alguns. A quase totalidade deste segundo grupo é formada por gente bem jovem. Como sou mais velho, e tenho amigos mais velhos, conversando com eles descobri algo interessante sobre essa conduta. Entre os mais velhos, quase não existem "motoqueiros", pois todos estão mortos, arrependidos ou convertidos.Vamos explicar os termos. Bem, os mortos não necessitam de explicação, fazem parte das estatísticas, tudo o que restou de sua história. Dentre os que sobreviveram a essa atitude displicente quanto à segurança sobram os arrependidos e os convertidos.Os arrependidos são aqueles que me vêem de moto e dizem "Eu já fui bom nisso, mas tome cuidado, depois do 8º acidente e algumas fraturas eu tive que largar disso"; O arrependido é alguém que sofreu as consequências de sua irresponsabilidade e sobreviveu, mas hoje não pode nem passar perto de uma moto. Interessante que, apesar de arrependido, não reconhece seu êrro e põe a culpa na moto.O convertido é diferente; trata-se de alguém que agiu irresponsavelmente, mas diante de alguns sustos pode rever sua posição e assumir uma conduta mais responsável para com sua vida e a dos outros. Tenho muitos amigos convertidos, gente que nos anos 70 andava de "Sete Galo" sem capacete e, milagrosamente, sobreviveu. O aprendizado, para alguns, custou caro, mas valeu a pena.Espero que você já seja um bom motociclista, mas se for um "motoqueiro" lembre-se, em breve você estará em uma das 3 categorias: dos mortos, dos arrependidos, ou dos convertidos.
Muito bom, não? Para acessar o blog do Youssef você pode clicar aqui, ou no link já cadastrado na seção seleção de blogs. Confira.

domingo, 12 de julho de 2009

Um Casal, duas motos 125 cc e 5,4 anos de muitas aventuras em 40 países e 86.900 km.

Ferry Boat em Gedser na Dinamarca. Na foto Elke

Um casal percorreu o mundo, cada um em sua moto YBR 125 cc. Foram 40 países, 5 continentes, 5.4 anos de viagem. Mil aventuras, muitas situações inusitadas, mas destaco uma, que vocês poderão conferir na história da Elke: Ela não sabia andar de moto e mais, não tinha moto. Aprendeu a guiar em uma semana e depois largou tudo para viajar com seu amado. Detalhe: a moto ela ganhou da montadora, resposta de uma carta onde solicitava uma ajuda ou patrocínio. Resultado: ganhou a moto. O relato é divertidíssimo. Confiram as histórias destes aventureiros, Gustavo e Elke. Depois de lê-las a frase: "o impossível é temporário" passa a fazer mais sentido.
A história do Gustavo:
"Ahh!, como seria bom ter tempo e dinheiro!!", é uma das frases que ouvimos frequentemente quando conhecemos alguém durante a viagem. Muitas vezes ainda comentam "Se eu tivesse o tempo que vocês têm..., eu também o faria...".
Em 2003, enquanto estudava e trabalhava em Buenos Aires, eu teria dito o mesmo. Como é que alguém poderá ter suficiente tempo e dinheiro para atravessar o mundo numa moto? Parece impossível!
Mas a inspiração veio com uma dessas coincidências da vida. Tudo começou com uma viagem relativamente curta ao Rio de Janeiro, durante as minhas férias de inverno da universidade. “Preciso de uns dias de sossego”, pensei.
A moto que eu tinha na altura, uma Honda Transalp 600cc, não estava em condições de se fazer à estrada. O pistão batia, e a água fervia mesmo em marcha lenta. Eu precisava de muito dinheiro para a pôr em boas condições.
Procurei uma solução rápida: cinco dias antes do dia de partida, eu comprei uma moto pequena, com 125cc, usada mas em boas condições. Com um pouco de sorte, ela não me abandonaria com problemas mecânicos. Equipei-a com umas simples malas de pele, um pára-brisas e o resto das coisas atei-as onde era possível. Ela ficou pronta um dia antes: 22 de Dezembro 2003.
"Voltarei dentro de 20 dias!" disse aos meus pais. "Eu levo os livros de microbiologia, para poder fazer o exame quando voltar!". Eu estava a meio do meu curso de medicina veterinária e ao mesmo tempo trabalhava como administrador de informática."Até onde chegarei nesta motinha? A moto aguentará esta viagem? Será que se vai estragar ao virar da esquina?", pensei eu quando me fiz pela primeira vez à estrada. Nunca mais me esqueço dessa sensação, de me estar a afastar em duas rodas cada vez mais de casa, com tantas incertezas, tantas dúvidas, e tanto medo...
Algumas semanas mais tarde, no Brasil:
"Este é o momento de concretizar o meu sonho...”, disse eu ao telefone à minha família. “Eu tenho dinheiro suficiente para voltar para casa, mas eu sei que se o fizer, o momento certo para partir nunca mais chegará. Não sei como o farei, não tenho uma moto grande, malas, equipamento, GPS, vistos ou dinheiro, mas vou para a Austrália, nesta moto!"
E foi assim que tudo começou. Apenas acreditando que tudo é possível se o queremos muito e se não desistirmos.
A história da Elke:
primeira, segunda, terceira, acelerar até aos 50km/h… e… TRAVAR!!" A minha primeira lição de condução numa verdadeira mota, na zona industrial de Barcelona. Eu estou sentada na La Garota, atrás de mim está o Gustavo a gritar-me as instruções. Não posso deixar a zona industrial sem antes passar o "exame da mão": a cada par de segundos o Gustavo levanta a sua mão e eu tenho que confirmar dentro de 5 segundos que a estou a ver no espelho retrovisor.
"Mas nunca olhas para o espelho retrovisor quando andas de carro?" pergunta-me o Gustavo. Claro que sim, mas num carro não tenho que pensar num milhão de coisas ao mesmo tempo. Preciso de toda a manhã para coordenar as minhas duas mãos e os dois pés. Começo a entrar em pânico. Já só faltam cinco dias.
Alguns dias antes eu tinha decidido juntar-me ao Gustavo na sua volta ao mundo. Num estado de euforia, nós tínhamos enviado uns e-mails a alguns potenciais patrocinadores para perguntar se estariam interessados em patrocinar uma mota para mim. Apesar de parecer impossível... uns dias depois o telefone tocou e Giovanni Celli perguntou: "Que cor preferes?" Não pude acreditar no que estava a ouvir. Eu tinha a minha própria moto.
Gustavo foi convidado para um rali em Maiorca cinco dias depois. Decidi então, nesse mesmo momento deixar o meu doutoramento na Universidade de Barcelona e começar o meu sonho. Não iria perder mais tempo precioso.
Mas ninguém era suposto saber de algo. Este era o meu segredo, o meu grande plano. Não queria ouvir quaisquer questões, dúvidas ou bons concelhos. Nem sequer eu própria queria começar a pensar na minha decisão por medo de mudar de opinião. A minha intuição dizia-me que o meu comboio tinha chegado e que cabia agora a mim apanhá-lo, mesmo que essa ideia me aterrorizava.
Tínhamos exactamente cinco dias para construir as malas em alumínio para "Milton" (este foi o nome que eu escolhi para o meu futuro companheiro), fixá-las, empacotar tudo... e entretanto eu praticava andar de moto todas as noites. Tudo tinha que acontecer em segredo – escondemos as malas em alumínio, o segundo par de botas... a contagem decrescente tinha começado. Dentro de cinco dias toda a gente saberia. Estava ansiosa para que esse dia chegasse, para acabar com os segredos, mas eu também sabia que nesse dia não haveria mais volta atrás. Acabaria a bolsa de estudo mensal, a cama quentinha, os serões com velhos amigos... mas acabariam também o tormento diário do despertador pela manhã e das longas horas no instituto, onde desde há muito me tinha deixado de sentir em casa.
Claro que ainda tenho que trabalhar. Mesmo que as pessoas sempre me perguntem estupefactas: “Em que trabalhas TU?” Como se agora o dinheiro caísse do céu. Eu agora trabalho pelo caminho. A internet é a melhor invenção desde a roda.
Tudo na vida é uma questão de decisões e de preferências. Muitos preferem uma vida bem organizada com todas as vantagens e desvantagens como um apartamento, rendimentos regulares, família e pouco tempo livre. Nós preferimos uma vida na estrada, com todas as experiências únicas, todas as incertezas e dificuldades que isso traz consigo. Esta é a nossa decisão.
Alguns números da Viagem:
Partida: 22-Dez-2003 , Buenos Aires, Argentina
Chegada: 18-Abr-2009, Buenos Aires, Argentina
Países: 40
Tempo de viagem: 64 meses (5.4 anos)
kilometros: 86.900 km
Gasolina: 3.608 litros
Pneus: 13
Trocas de óleo: 57
Navios/Ferry/Barcos: 42

Se você quiser conferir toda a história deste intrépido casal clique aqui, ou no link ao lado na seção moto vajantes.

Confira também as imagens da chegada do casal em Buenos Aires, clicando aqui

sábado, 11 de julho de 2009

As TOP 77 maravilhas da natureza

Navengando por este maravilhoso mundo da internet, descobri que está ocorrendo um concurso para a escolha das 7 maravilhas da natureza.
Três indiscutíveis maravilhas da natureza no Brasil estão entre as classificadas nesta etapa que escolheu as 77. São elas: as Cataratas do Iguaçu, a Amazônia e Fernando de Noronha. Estas 77 escolhidas são as que mais obtiveram votos na etapa semifinal da eleição das Novas 7 Maravilhas da Natureza. Inicia-se agora a disputa para a escolha das 28 finalistas, por um grupo de especialistas indicado pela Fundação New 7 Wonders que organiza a disputa.
O que me chamou a atenção é que a Patagônia com seus monumentos naturais fantásticos, como o Parque Nacional Torres del Paine, ou mesmo o Parque Nacional Los Glaciares, onde avistamos o impressionante Perito Moreno e outros glaciares, ou mesmo o litoral sul argentino com seus santuários marítimos naturais não consta entre estas 77 finalistas. Mas enfim, como o critério é voto e talvez pela inospidez destes locais que os fazem não ser tão divulgado e visitado, não foi lembrado pelos votantes = uma injustiça.

O anúncio das candidaturas finalistas ocorrerá no próximo dia 21, na página de Internet da Fundação New 7 Wonders (
new7wonders.com). A relação das 77 candidaturas pode ser conferida no link new7wonders.com/nature/en/nominees/top77