sábado, 14 de novembro de 2009

Mineiro completa viagem dos EUA ao Brasil de Motocicleta

Sem GPS, Jorge Lauriano atingiu o objetivo e já planeja futuras aventuras.
Uma motocicleta, uma barraca e um mapa. Estes foram os companheiros do mineiro Jorge Lauriano durante a longa jornada que iniciou em Ohio e acabou em Ipatinga (MG). Acostumado a aventuras, ele agora planeja ir para o Alaska. De motocicleta, obviamente.
Segundo o News Herald, ninguém acreditava do que Jorge Lauriano seria capaz. Mas o proprietário do Luchita’s Restaurant, localizado na cidade de Mentor, provou justamente o contrário. Com a Kawasaki KLR650 de cor vermelha pronta no dia 8 de junho último, começava o grande desafio do brasileiro.
Morador da área de Cleveland desde 1998, Lauriano veio aos Estados Unidos para dar maiores oportunidades à família. Amante confesso de tudo o que é mais difícil, Lauriano não se deixou abater. Em 2005, caminhou 200 milhas no famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Desta vez, as pernas foram substituídas pela ‘motoca’.
“Um carro é fácil. Que tal uma moto?”, perguntou ele, sem medo de enfrentar o desconhecido. A coragem foi tanta que Lauriano nem quis se valer de um GPS ou de um simples telefone celular. Para o aventureiro de carteirinha, bastaram os bons e velhos mapas.
Início da viagem: foi dada a partida de Mentor rumo a Laredo, no Texas. A cidade é usada como destino de muitos imigrantes que fazem a perigosa travessia do deserto do México. Sem ter mais terra firme no Panamá para desbravar estradas, Lauriano teve um atraso inesperado de cinco dias no país, enquanto procurava por uma linha aérea confiável para seguir com a moto até a América do Sul. Não deixou de ser um susto. Afinal, um fim prematuro para a aventura não era o que o mineiro esperava.
Depois de descer do avião, Lauriano se deparou com outro obstáculo: precisou pagar propina para desonestos agentes das fronteiras, os quais colocavam empecilhos para que ele seguisse viagem. Totalmente contra o método, Lauriano não viu outra alternativa a não ser o pagamento de $5 ou $10 para não ter que aguardar longas horas.
Pronto para outra:
Preocupado com a própria segurança e da Kawasaki, dormiu em hotéis. “Sem minha moto, não tem viagem”. Apesar de estar rondado pelo perigo, Lauriano não deixou de aproveitar tudo o que pôde quando passou pela Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Evitou de propósito as grandes cidades e pegou carona pelas trilhas de pequenos vilarejos. “Gostei das características locais e é mais seguro”.
Na chegada à Ipatinga natal, muitos risos numa alegre reunião de família. As lágrimas de felicidade de Lauriano contrastaram com o precioso momento. “Chorei muito. Não conseguia acreditar. Às vezes não consigo acreditar”. São e salvo, sem acidentes ou ameaças à própria vida, Lauriano rodou cerca de 11 mil milhas divididas em 12 horas por dia de viagem. Para isso, pagou um total de $900 de gasolina. 
A funcionária e também amiga Gleicy McFeely relembra o quanto a esposa de Lauriano, Imaculada, ficou apreensiva com a falta de notícias durante alguns dias. “A falta de informação nos deixou loucas, mas sabíamos que era o sonho de Jorge, e que tudo iria bem. ... Quando ele voltou, a face dele se iluminava cada vez que falava da viagem”, disse Geicy.
Mal terminou a aventura e Lauriano já pensa na próxima. Pretende no futuro ir ao Alaska, e novamente ao Brasil. Sempre de moto. O maior desejo, segundo ele, é que estas viagens sirvam de inspiração para os outros. “Às vezes você senta numa cadeira e diz que os outros podem fazer, mas eu não – mas eles podem. Sempre há problemas que você precisa enfrentar. Você não pode se deixar abater por eles”.

Fonte: Extraído do site Comunidade News

4 comentários:

  1. cara sou doido pra fazer uma viagem dessas,, preciso masi detalhes por favor se puder me responda,,, dango1980@hotmail.com

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  2. achei muito legal e quero dizer que este sempre foi o meu sonho.
    nao estou morto,entao tudo é possivel e espero ainda realizar o seu feito.
    parabens

    joao brisotti bruxelas - belgica

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  3. Pilotar as Motos e sair do Brasil e chegar até EUA sua bagagem de estrada aumenta cada vez mais.

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