segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Transoceânica - Relato de Cícero Paes - Parte 1

Lendo o livro do Cícero Paes, Saindo do Lugar Comum, os trechos de seu livro que mais me impressionaram e despertaram grande curiosidade foi o trajeto que separa o Acre no Brasil a Cuzco no Peru, rodovia hoje batizada de transoceânica. Hoje a rodovia está sendo pavimentada, porém o Cícero a percorreu em Abril de 2002, sob condições extremamente adversas e com equipamentos ainda limitados, como roupas de couro, enfrentando chuva, frio, altitude e uma estrada do inferno.

Vale à pena a reprodução de parte do relato deste grande aventureiro:

Procuramos o caminho que leva à fronteira e, para a nossa surpresa, deparamo-nos com a ribanceira do pequeno Rio Acre. Imediatamente acreditamos haver tomado a estrada errada, pois parecia-nos impossível continuar. Entretanto fomos orientados por canoeiros que se achavam dentro d’água, a desviar a moto pelo flanco do barranco e chegar às margens do rio.

Começava nossa verdadeira aventura!

A travessia do Rio Acre, que divide Brasil e Peru, como já era de nosso conhecimento, somente foi possível, através da colocação da moto sobre um bote. Apesar de cientes dessa primeira adversidade, a situação inusitada, deixou um misto de perplexidade, frente a precária situação.

No pequeno “pueblo” do lado peruano, Iñapari, acha-se a aduana onde iniciamos os trâmites de nosso ingresso naquele país.(...)

Iniciamos um novo trajeto em estrada de terra, normalmente em más condições, porém com alguns trechos razoáveis, dando para manter uma média entre 40/50 km/h. Após 50 quilômetros, paramos num “pueblo”, denominado Ibéria, para abastecer a moto (...)

Logo após essa localidade fomos “batizados”, ou seja, levamos nosso primeiro tombo ao entrar mal numa pequena ponte. Poderia ser pior se a velocidade fosse maior, uma vez que a mesma nem proteções laterais possuía. Mal sabíamos que ponte nessa região é artigo de luxo. Puerto Maldonado, onde pretendíamos pernoitar, ainda estava a 150 quilômetros e, como a velocidade era muito baixa, percebemos que chegaríamos à noite.

Continua no próximo post, não percam.

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