sexta-feira, 29 de abril de 2011

Documentário Caminhos da América

Vantuir Boppré, grande motociclista Catarinense, cujo currículo é engrossado por milhares de quilômetros pilotando uma motocicleta em jornadas interessantíssimas, entre elas a travessia da transamazônica em viagem solo (cuja empreitada rendeu um saboroso livro com o título "Transamazônica: Uma estrada para ser vista da lua"  - já matéria deste blog), agora nos brinda, juntamente com o fotógrafo e também motociclista Cléber Bonotto, mais o apoio do Grupo RBS, com o documentário "Caminhos da América", que poderá ser assistido em programação que se inicia amanhã no RBS Esporte (só não sei se passará no RBS Esporte aqui do RS, todo caso estarei amanhã conferindo = procurei na programação de ambos e nada consta). O capítulo de amanhã será o primeiro de mais 5 que serão exibidos todos os sábados neste programa. Para quem não puder assistir, ou se interessa em adquirir o DVD com a íntegra do documentário poderá enviar um e.mail para Vantuir: vantuirsc@gmail.com , onde receberá todas as instruções para a compra.
Sinopse do documentário:
A América do Sul é um continente fantástico e quase inatingível pelas limitações geográficas, climáticas e pelos obstáculos naturais impostos pela natureza (cordilheiras, desertos, salinas e vales). Neste cenário o documentarista Vantuir Boppre e o fotógrafo Cleber Bonotto percorreram de moto mais de 11.650 km em 26 dias de viagem passando por 5 países. Além de registrar todo o cotidiano da expedição, como lugares, dificuldades, opiniões, caminhos e entrevistas, o documentário, Caminhos da América, registrou ainda todos os preparativos que envolvem uma expedição desse porte como: A montagem do roteiro, a preparação das motos, o treinamento dos pilotos, a escolha dos equipamentos de navegação entre outros..
Duração: 80 minutos.

Transcrevo o convite que recebi de Vantuir por e.mail:

Olá Amigos!
Gostaria de informar que a partir de amanhã no RBS Esportes (09:30H) começará a passar o Documentário Caminhos da América (Produção minha em parceria com o fotógrafo e amigo Cleber Bonotto).
O Documentário passará durante 5 semanas sempre neste horário aos sábados e abordará toda a preparação e desenvolvimento de uma grande viagem de moto que percorreu 5 países durante 26 dias percorrendo 11.650 km.
Já temos disponível também o DVD da viagem. Interessados em adquirir podem solcitar através deste e.mail :vantuirsc@gmail.com

Abaixo o Clip do Documentário:

domingo, 24 de abril de 2011

De Motocicleta pelas Carreteras da América do Sul - Lançamento do Livro de Renato Lopes

Sou um entusiasta e apoiador da literatura de viagem, principalmente as escritas por pessoas como nós, simples mortais, que a muito custo empreendem suas viagens e que acabam por menores ou maiores que sejam, sendo fantásticas.

Neste aspecto ainda os livros de motoviagem ganham de mim o mais profundo respeito, pois servem para além entreter e divertir, também para inspirar, apoiar e orientar outros motoviajantes. Eu mesmo coleciono livros de motoviagens. Merece todo louvor e incentivo quem se dispõe a nos brindar com suas obras, relatando suas viagens, pensamentos, reflexões e aventuras.

Agora, quando o livro de motoviagem é escrito por um ser humano exemplar, nascido para fazer o bem e de uma elegância de caráter e modos e que tive a honra e o privilégio de conhecer, é que me faz vibrar e me enche ainda de mais alegria.

Estamos falando do segundo livro de um ícone da Motoviagem. O primeiro livro deste sujeito é excelente (já foi matéria deste blog) e é leitura obrigatória para quem pretende empreender uma viagem de motocicleta. O Segundo deve vir melhor ainda.

Estou falando do lançamento do segundo livro do Motoviajante Renato Lopes, da qual compartilho o convite que recebi:

CONVITE:

RENATO LOPES e a Direção do MOTOGARAGE

tem a honra de convidar V. Sª. e família para o lançamento do livro "De Motocicleta – Pelas carreteras da América do Sul - Os 13 países em 63 dias”, que acontecerá no MOTOGARAGE Botequim, em Santa Maria.

Data: 27/04/2011;
Hora: A partir das 19 h e 20 min até às 23 h e 30 min;

Endereço: Rua Floriano Peixoto, quase esquina com Av. Medianeira.
 



A despedida - Da Série: Frases e Citações Memoráveis

- Diga-me, Legolas, por que vim nesta Demanda? Mal sabia onde o maior perigo estava. Elrond estava certo quando disse que não podíamos prever o que poderíamos encontrar em nosso caminho. O tormento no escuro era o perigo que eu temia, e esse perigo não me demoveu. Mas eu não teria vindo, se soubesse do perigo da luz e da alegria. Agora, com esta despedida, sofri o meu maior ferimento, e não poderia haver pior nem mesmo que eu tivesse de ir nesta noite, diretamente ao encontro do Senhor do Escuro. Pobre Gimli, filho de Glóin.

O Senhor dos Anéis, volume 1: A Sociedade do Anel, pág. 403 (Diálogo entre o Anão Gimli e o Elfo Legolas, logo após a partida da cidadela élfica de Lórien).

sábado, 23 de abril de 2011

Quanto Vale o Seu Tempo ?

Compartilho o ótimo texto de Fábio Colaferro, extraído do seu também excelente blog: Vida Vivida:

Quanto Vale o Seu Tempo?

Qual o valor do seu tempo ?
Todos os sentimentos, emoções e declarações que eu leio sobre as viagens de moto são tocantes e verdadeiros! Compartilho com cada um deles. Mas nestes relatos ainda faltava alguma coisa que eu não sabia o que era …
Ouvindo o Amir Klink em uma palestra, contando sobre sua primeira aventura na travessia do Brasil à África, caiu a ficha para mim. Era o que estava faltando para completar as definições deliciosas sobre estes momentos. Ele disse: “- Tudo o que eu queria, por um ano, era ser o dono do meu tempo !”.
Achei este pensamento sensacional e, para mim, este é o grande barato das viagens de moto. Ser dono do seu tempo por uns dias que seja, nem precisa ser doidão como ele que fica um ano vagando no oceano. Mas o importante é isto: ser dono do próprio tempo e fazer o que quiser com ele. Um dos maiores luxos do ser humano, pois o tempo é o bem mais precioso que temos!
Por outro lado, como ele próprio diz, por mais que estivesse sozinho no mar, descobriu que isto é uma ilusão. Conseguimos ser proprietários somente parciais do tic-tac. No dia seguinte vêm os afazeres obrigatórios. No caso dele, produzir água potável, consertar o barco, preparar as refeições, etc. No nosso, tirar as malas, abastecer, procurar hotéis, calibrar os pneus, se apressar na estrada para não chegar após escurecer.
Mas a despeito destes aspectos operacionais, o tempo é todo seu! E naqueles dias, nenhum oficial de justiça, gerente de banco, aquele vizinho ou cunhado vai te achar e te chatear!
Apesar de ter os roteiros traçados, temos toda a liberdade para acelerar mais, ir além, parar totalmente, mudar os rumos ao bel-prazer.
Eu gosto das “viagens-solo”: aquelas paradas em que o clique só faz sentido para mim. Manobras complexas … parar, voltar 500 metros, estacionar, tirar as luvas, retirar a câmera e captar o momento. O registro de um estado de espírito quando sou tomado por viva admiração, encantamento! Aquelas coisas que provocam fascínio e sedução em mim, mas não necessariamente em você!
E escrevendo isto, vou tendo a certeza do meu egoísmo. Mas a verdade é que possuir o tempo é algo tão raro em nossas vidas que quando isto é possível, eu valorizo esse privilégio. Inteligentemente, deixo o sentimento de culpa de lado, constato que eu me mereço e a jornada se torna ainda mais prazerosa.
Em tempo: “viagens- solo” têm as suas desvantagens, como tudo na vida. É como a piada do cara que come a Sharon Stone em uma ilha deserta e sua aflição por não ter ninguém para contar ! Além de não poder culpar nem falar mal de ninguém, nem contar mentiras ou ampliar os seus feitos.
No dia-a-dia temos que nos adequar ao tempo dos outros: do filho, do chefe, dos boletos de pagamento que chegam implacavelmente antes do vencimento. Somos conduzidos a nos adequar aos padrões e comportamentos que os outros têm em relação à nós ou pior, em relação à posição que você ocupa. Todos estes são fatores ladrões do nosso tempo! Verdadeiros saqueadores!
E o mais incrível é que por vezes ficamos com vergonha ou receio do que os outros vão pensar das nossas aventuras, das viagens, da “vagabundice” de ficar por aí andando de moto.
- Ora, vá a mer&%#! Ninguém tem nada a ver com isto (fora a sua esposa, filhos, pessoas que dependem de você, etc. Ok, juntos eles somam mais ou menos um quarteirão, mas …ok).

* * * * *

Só você e o vento. Avaliando momento a momento suas burradas, suas histórias, suas decisões, sua vida. Sem precisar dar satisfação a ninguém.
Para alguns, principalmente para os melhores amigos, já desisti de explicar minhas viagens. As perguntas mais delicadas são mais ou menos assim:
“ – Não é a coisa mais imbecil do mundo andar 10 mil quilômetros em 20 dias ? De moto ainda ?! Sozinho ? Sempre te achei meio inconseqüente !“
Não, não me acho um total imbecil por isto. Ruim é viver a vida sem reservar parte dela só para você. O instante de vida eudaimônico. Aquilo que não é meio para nada porque já é o máximo que se pode pretender.
Este conceito, que é bem legal, diz que, quando há eudaimonia, a pergunta sobre a finalidade do que se está fazendo não pode encontrar nenhuma resposta. É a vida que vale por ela mesma, no instante em que é vivida.
Sou pretensioso e quero olhar para trás dizendo: “ – Minha vida foi bem vivida !”.

domingo, 3 de abril de 2011

Choro de Amor

Caros amigos, desde o dia 18 de Março nos faz companhia o pequeno Artur, um alemanzinho lindo, querido e que tem nos inundado de alegria e amor.
Que experiência excepcional é esta de ser pai. Acompanhar o parto, e escutar pela primeira vez o choro de seu bebê pode ser comparado a uma explosão; a uma explosão, sei lá, de adrenalina, de endorfina e de todas as inas ou substâncias que nos entorpecem, que amolecem as nossas pernas e nos fazem chorar. É um momento da mais absoluta emoção. Explosão de emoção. É pura emoção. Que momento lindo. Que sensação única.
Bem, hoje este rapazinho já faz parte de nossas vidas e tem nestes últimos dias nos absorvido de forma significativa, especialmente a Adelaide (Como já escrevi neste blog: Nesta viagem de nos transformarmos em pais, "A mãe é a a piloto, o pai o garupa". Ambos tem um papel e ambos são importantes para a viagem, mas cada um tem seu papel, intransferível). Mas está valendo muito a pena. É uma fase de nossas vidas, que ficará gravado em nossas memórias e que nos lembraremos com muito carinho.
Tenho feito muitas descobertas nesta caminhada recente. Sempre achei que choravamos por tristeza ou por alegria, mas descobri com o nascimento do Artur que existe o choro de Amor. É verdade: Choro de Amor... Não sei se me entendem!!! Choro de amor é quando nos vemos, fitando este pequeno tesouro que é o nosso filho e começamos sem mais, nem menos, a chorar. Flagrei por diversas vezes a Adelaide olhando para este tesourinho, chorando e chorando. Chorando um choro macio, tranqüilo, contemplativo, chorando um choro de amor.
Foi aí que descobri o que existe o choro de amor.
Bem vindo ao mundo Artur. O pai e a mãe te amam muito.