domingo, 16 de outubro de 2011

Mês da Criança e o Paraguai

Panteão Nacional dos Heróis em Assunção

Outubro, é o mês da criança em quase todo o mundo, ou talvez em todo o mundo. Somente o Paraguai não comemora o dia da criança em Outubro, mas sim no mês de Agosto, em homenagem, em lembrança, em tributo a um dos capítulos mais vergonhosos da história do mundo. Me refiro a batalha conhecida como batalha de Los Niños, a derradeira batalha da Guerra do Paraguai, antes da derrota completa deste país com a morte de Francisco Solano Lopes, seu presidente. Na verdade a homengem, absolutamente necessária, é pelas 3.500 crianças sacrificadas nesta batalha, ocorrida em Acosta Ñu, no Paraguai.
Acosta Ñu foi uma das mais terríveis batalhas da história militar do mundo e última resitência da nação paraguai na vergonhosa Guerra do Paraguai patrocinada pela Inglaterra e executada pela Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai), tendo o Brasil como maior exército envolvido nesta guerra.
De um lado, estavam os brasileiros com 20 mil homens. De outro, no meio de um círculo de soldados inimigos, os paraguaios com 3.500 soldados de 9 a 15 anos, não faltando garotos de 6, 7 e 8 anos! Juntos às 3.500 crianças paraguais, combatiam 500 veteranos do exército paraguaio, comandados pelo General Bernardino Caballero.
Esta batalha, acontecida no dia 16 de Agosto de 1869, começou pela manhã, num campo aberto e é conhecida como a batalha de "Los Niños". É o símbolo mais terrível da crueldade da Guerra do Paraguai: as crianças de 6 a 8 anos no calor da batalha, apavoradas, agarravam-se às pernas dos soldados brasileiros, chorando, pedindo que não as matasem. E eram degoladas no ato. Escondida nas selvas próximas, as mães observavam o desenrolar da luta. Não poucas pegaram em lanças e chegaram a comandar grupos de crianças na resistência. Finalmente, após todo o dia de luta, os paraguaios foram derrotados. Pela tarde, quando as mães vieram recolher as crianças feridas ou enterrar os mortos, o Conde D'Eu mandou incendiar a macega. Neste braseiro, viam-se crianças feridas correr até caírem vítimas das chamas.

Faço esta introdução, aproveitando a sinapse de dois temas, o mês da criança e o Paraguai, para falar deste país, tão explorado, massacrado e hoje com tantas dificuldades, decorrente especialmente desta vergonhosa guerra, como uma possibilidade ainda a ser explorada pelos motoviajantes. Pelo que tenho lido e percebido, engana-se quem pensa que a ida para o paraguai somente vale a pena em função das compras.
Afirmo que ainda é uma possibilidade a ser explorada, pois, em minha pesquisa sobre o tema, tive dificuldades de encontrar algum motoviajante que tenha ido ao Paraguai e tenha postado relatos na Internet. Encontrei o excelente blog/site do casal Jota e Tana de Curitiba, que fizeram este tur pelas estradas Paraguaias em Março deste ano, e relatam esta viagem em seu blog. Outro interessante relato (não de motoviajante), para quem quer saber um pouco mais sobre o turismo no Paraguai é o blog Viagem, de Priscila De Martini.
E a relação mais pormenorizada e estruturada que encontrei sobre o turismo no Paraguai está na Wikipidia. Muito interessante. 
Enfim, o Paraguai é ainda um destino a ser descoberto e explorado pelos amantes da Motoviagem. Quem tiver dicas, ou quem quiser compartilhar informações ou mesmo o relato de sua motoviagem ao Paraguai, entre em contato.

Um comentário:

  1. Viajar e conhecer lugares com nossas motocicletas é simplesmente realizar um sonho.

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