sábado, 25 de agosto de 2012

Col de la Bonette

Já fiz um post, falando do grafismo que envolve o logotipo da TRANSALP nas carenagens laterais dianteiras. O mesmo foi inspirado nos atuais aparelhos de navegação por satélite (GPS), e identifica a as coordenadas geográficas do ponto mais alto da Europa, acessível por veículo automotor, situado em Col de la Bonette, no sul dos alpes franceses com 2.802 m.s.n.m. O nome Transalp, vem justamente da "Transposing the Alps", em uma tradução livre transpondo os Alpes ou transposição dos Alpes. A primeira notícia desta travessia é de 1976, quando seis motociclistas, pilotando diversos tipos de motos, fez a ligação entre "Graz" na Áustria e "Mônaco", passando pelos Alpes. Este feito despertou a atenção da Honda que resolveu logo no ano seguinte organizar o "TRANSALP", um passeio de 3.500 Km, com uma duração de 22 dias, que voltou a fazer a ligação entre Graz e Mônaco e foi a inspiração para o desenvolvimento da XL 600 V, batizada com o nome deste acontecimento. A história da Transalp também já foi tema deste blog.

O vídeo abaixo, uma produção da Honda, mostra um pouco da paisagem dos Alpes franceses e termina na exata posição das coordenadas geográficas do Col de la Bonette. Observe ao final do vídeo que o motocilista para ao lado de um obelisco de pedra. É ali exatamente o ponto destas coordenadas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O que é Liberdade?

Um executivo cansado, uma moto parada na garagem e a vontade de conhecer o coração do Brasil. O que parecia só mais uma longa viagem sobre duas rodas acaba em uma relação de competição e amizade entre um motociclista e um nativo em busca de um lugar perdido na Chapada dos Guimarães. O belíssimo filme a seguir é uma produção da Bufalos TV, um primor de produção com deslumbrantes imagens, uma trilha sonora inspiradora, acompanhado de um roteiro com uma mensagem motivadora. De quebra como personagem principal do filme, além da belíssima paisagem, a nossa admirável Transalp.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O melhor texto sobre o Dia do Motociclista.

Eu pretendia ter feito um texto em homenagem ao dia do motociclista. Infelizmente, em função da falta de tempo e correria, não consegui. Porém por estas minhas andanças neste mundo virtual, junto a blogs, que sigo e acompanho, encontrei este belíssimo texto do blog A e K Motos. Além de belíssimo, ele nos remete a lembranças e cenários proporcionados por este estilo de vida. As fotos são nossas e se encaixam perfeitamente no texto.
Dia do Motociclista? Tá... E daí? E daí que... 

E daí que no dia dos pais a gente lembra dos pais... No das mães a gente lembra  as mães... No Natal, de Jesus, se for católico, é óbvio. Pois se for budista ou de outra religião, provavelmente nem faça muito sentido a data... No dia das crianças a gente lembra das crianças, especialmente se tem um pimpolho como tenho (e os pais sempre lembram dos filhos "pitoquinhos", ao menos até os 30 e poucos anos dos mesmos, quando geralmente nos dão netos...).  Quando é o dia da nossa profissão - ex.: eu sou advogado - a gente lembra... Que dia é mesmo que se comemora o dia do advogado??? Mas e no dia do motociclista? A gente lembra de quem? 
Bom... Aí... 
A gente lembra dos nossos amigos que eram motociclistas e já "partiram" para "outro plano".
A gente lembra dos nossos amigos motociclistas que volta e meia encontramos para falar sobre algo super diferente: motos. 
A gente lembra de alguns e de todos inúmeros encontros que fomos.
A gente lembra das viagens que fizemos, os lugares que visitamos, os cheiros que sentimos nas estradas.
A gente lembra dos "perrengues" que passou, ri das vezes em que tivemos "pane seca", ou que a moto estragou no meio do nada, aparentemente sem razão alguma (e depois, sem precisar de mecânico ou não entendendo bulhufas de manutenção, a gente sempre descobre sozinho o que era).
A gente lembra daquela estradinha bucólica, daquela trilha teoricamente no meio do nada que dava em lugar nenhum, mas que fez a gente se sentir o "desbravador do desconhecido", ainda que até de CG tivesse gente passando. 
A gente lembra da esposa, agarradinha na gente, durante horas e horas à fio, parceira mesmo embaixo de chuva.
A gente lembra daquela nossa viagem "solo", do frio de rachar, do tombão e do "terreno que comprou".
A gente lembra do sol batendo forte na viseira, da vez que andamos na estrada só de calção e camiseta.
A gente lembra daquela tempestade que atravessamos, vendo os raios caindo no horizonte (e você jurando que caiu ali, na sua frente! E às vezes acontece mesmo!), da neve que atravessamos nos andes, do chocolate quente que sorvemos na sequência (eu e a esposa lembramos é das cervejadas!!! He, he, he!!!).
A gente lembra que fazem "x" anos que andamos de moto. 
A gente lembra as motos que já tivemos, com o lembrete que aqueles metidos a "namoradores" são geralmente incapazes de lembrar o nome de todas namoradas que já tiveram, mas quanto as motos, por mais que tenham tido das mais variadas, lembram uma por uma em todos detalhes: a cilindrada, a cor, o ano, com quantos quilômetros compraram, com quantos venderam e, se bobear, até mesmo a placa.
A gente lembra enfim...
A gente lembra que a gente é motociclista, e aí, a gente lembra DA GENTE, de nós mesmos!!! 
Hoje se comemora o dia do motociclista! Dia 27 de julho... 
Hoje a gente comemora o dia da gente!!! 
Então, parabéns para todos nós!!! 
E que Deus, Buda, "Aláh", a "Energia do Universo" ou seja lá no que acreditemos, nos permitam que possamos comemorar esse dia pelas próximas décadas, sempre em cima de uma moto! 
Porque motos... Ah as motos!!! É um vício, uma loucura ou o que o valha do qual nenhum  verdadeiro motociclista quererá jamais se curar!  
Graças à Deus!!!

"Quebra-Ossos", a Primeira.


Texto de Jorge Andrei Santos Reis

Participei no último sábado de um evento de abertura à comemoração da semana do Motociclista na Tenda do Umbu, localizada no município de Picada Café/ RS cujo dia é comemorado hoje, 27 de julho, e observando a variedade de estilos de motos, me peguei  viajando  um pouco na história  do motociclismo, e  nada melhor do que voltarmos no tempo e relembrar de Gottlieb Daimler ( 1834-1900 ) nascido aos 17 dias do mês de março de 1834, na cidade de  Schorndorf  na  Alemanha, onde em 1885 o mesmo aplicou o 1º motor de combustão interna chamado na época de “Standurh” (relógio de pé), na criação de Jhon Kemp Starley chamada de “Rover Safety Bicycle”. Seu desempenho nas suas primeiras execuções tinham aproximadamente 1HP a 600RPM, quadro e rodas de madeira e raios do mesmo material e aros de ferro. Foi chamada na época de “quebra-ossos” devido ao rodar acidentado e trepidante.

A  fabricante DeDion-Bouton no ano de 1892 criou o 1º motor possível de ser produzido em série de quatro tempos e alta rotação que gerava até 0,5CV de potência. Fabricantes do mundo inteiro copiaram e usaram seu desenho  inclusive Carl Oscar Hedstron e George  M. Hendee fundadores da  americana Indian Motorcycle Company e William S. Harley e Arthur Davidson, fundadores também da americana Harley -Davidson, nomes  de fabricantes mais lembrados e de grande importância na história da motocicleta.

Importância na qual  não podemos deixar de citar a participação dessas fabricantes nas duas guerras mundiais, onde as motos eram elaborados especificamente para os soldados terem mais segurança no seu transporte, além de transportar  cargas.

E graças ao início dado no ano de 1885 e sua evolução nestes poucos mais de 100 anos de história, nós apaixonados pelo motociclismo, não imaginaríamos todo este avanço tecnológico que podemos desfrutar nas máquinas apresentadas nos dias atuais.

Parabéns a todos os irmãos motociclistas pelo nosso dia.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Bordo de uma Motocicleta, documentarista de natureza registra o País em 8 meses


Documentarista de natureza percorreu 20 estados brasileiros durante 8 meses

Fernando Lara percorreu solitariamente mais 20 mil quilômetros em uma Honda NXR 150 Bros.

A captação de imagens da vida selvagem faz parte da rotina de trabalho do documentarista de natureza, Fernando Lara. Natural de Ipatinga (MG) o profissional acumula grande experiência ao longo de seus mais de 12 anos carreira e trabalhos e expedições realizadas no Brasil, nas florestas Amazônicas da Bolívia, Colômbia e em quatro países do continente africano.

No entanto,  foi entre 2011 que Fernando Lara realizou o maior desafio de sua carreira. Percorrer mais de 20.000 quilômetros a bordo de uma Honda NXR 150 Bros registrando 30 unidades de conservação, passando por 20 estados durante 8 meses de trabalho solitário e ininterrupto. O projeto, chamado ROTAS VERDES BRASIL é uma realização da Fauna e Flora Documentários e chamou a atenção de internautas de mais de 50 países que acompanharam diariamente os desafios de uma expedição feita de motocicleta.

Fernando Lara registrou a fauna, a flora, aspectos antropológicos e geográficos de todos os biomas brasileiros, ou seja, Pantanal, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Amazônia, Pampas e Oceano Marítimo. O percurso teve início no Parque Estadual do Rio Doce, na região do Vale do Aço (MG), percorreu além de Minas Gerais, o Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo até terminar em dezembro em Minas Gerais.
 
Durante sua trajetória, realizada sem nenhum acidente, Fernando Lara relata momentos incríveis. Entre eles o encontro a menos de 4 metros de uma onça-pintada na Floresta Amazônica quando ele salvou o felino da fúria de um fazendeiro que tentava matá-lo. Este feito inédito rendeu a Expedição Documental Rotas Verdes Brasil reportagens na imprensa nacional e uma matéria especial no Jornal Hoje da Rede Globo.

Fernando Lara também enfrentou temperaturas extremas que chegaram a 4 graus negativos no Rio Grande do Sul e registrou as populações ribeirinhas do norte do país ao navegar por cinco dias pelo Rio Amazonas entre Manaus (AM) e Belém (PA).

No entanto, o momento que Fernando Lara classifica como o maior desafio geográfico da Rotas Verdes Brasil está na travessia pela intransitável BR-319. A rodovia que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM) é a única ligação por terra dos estados do sul a capital amazonense. São quase 900 quilômetros de percurso com 125 pontes em péssimo estado de conservação no meio da Floresta Amazônica. Não há postos de gasolina e um trecho de 600 quilômetros de isolamento total no meio da selva, sem socorro ou qualquer tipo de comunicação.

“Foram três dias de muita adrenalina, mas que resultaram em momentos marcantes para a expedição. Segundo algumas pessoas que consultei, não há registro de nenhum motociclista que tenha feito esse trajeto sozinho nos últimos anos,” afirma Fernando Lara.

Livro digital
Todo este esforço tem um objetivo muito nobre. Fernando Lara irá produzir o primeiro livro digital (e-book) gratuito da internet sobre unidades de conservação do país. “Vamos transformar tudo em uma obra de livre download que terá informações de localização, flora e fauna ameaçada, espaços para visitação de turistas, entre outros. Queremos divulgar as áreas conservadas e popularizar essas informações para que professores, alunos, ambientalistas, políticos possam conhecer mais as nossas belezas naturais”, afirma Fernando Lara.

O lançamento do livro digital Rotas Verdes Brasil está agendado para acontecer ainda este ano. A obra terá versões em português, inglês, espanhol e japonês. O objetivo é atingir o público em eventos internacionais importantes como a Copa do Mundo e as Olimpíadas em 2016.

As informações e os vídeos desta expedição estão no site: www.rotasverdesbrasil.com.br

 Com equipamentos de altíssima qualidade, captando imagens surpreendentes

 Lobo-guará: Fernando Lara produziu imagens muitos animais ameaçados de extinção como este lobo-guará em Bonito (MS)

 Onça-pintada: Documentarista de natureza ficou cara a cara com o maior felino das Américas no meio da Floresta Amazônica

 Dunas: Registro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses feito por Fernando Lara durante a expedição.

 Siriema: registro de uma siriema feito pelo expedicionário no Pantanal Sul

Rio da Prata: Fernando Lara também fez imagens subaquáticas como esta no Rio da Prata em Bonito (MS)

domingo, 17 de junho de 2012

Casal de motociclistas: Ele deficiente visual e navegador, Ela a piloto

Hoje compartilho mais uma bela história de motociclismo, ou melhor, uma história de amor e companheirismo. Trata-se da história do casal Io e Jurema, ele deficiente visual e garupa nas viagens do casal, ela a piloto. Juntos desbravam o mundo em viagens que são curtidas intensamente e que muitos, mesmo gozando da mais plena saúde, não se atrevem a enfrentar. Ficam somente nos sonhos e nos projetos. A propósito, o maior medo do moto viajante é o de não partir. A história me foi contada pelo amigo João Serra, que enviou o link do Inema onde o relato abaixo está publicado. É uma história admirável, proporcionada pelo motociclismo e pelo verdadeiro significado da palavra amor:

O motociclismo mudou as suas vidas
Tendo o maridão Io como grande companheiro de aventuras e seu fiel garupa, que é apaixonado pelo motociclismo desde quando enxergava (hoje ele é deficiente visual), o casal teve dois filhos gêmeos que também vivem sobre duas rodas. A família já moto andou pelo Atacama, Ushuaia, Machu Picchu, Bariloche, Osorno e outras rotas comuns que todos os motociclistas amam rodar.
"Apesar de não enxergar, quando motoviajamos, o Io é o meu navegador, programador, estrategista, mecânico, controlador de velocidade, relações públicas e namorado, é claro", afirma Jurema, contando da relação de parceria que rola nas viagens.

Motoaventuranças
A primeira viagem longa foi ao Atacama em abril de 2007, subindo pela Argentina e voltando pelo Chile (até Santiago), passando por Mendoza novamente na Argentina e entrando no Brasil pela cidade de Uruguaiana.
Em 2008 eles foram para Machu Picchu, Jurema e Io juntos entram na Bolívia, viajando pelo trem da morte, passando pelo Peru e no retorno subindo pela Amazônia peruana, voltando ao Brasil por Assis, no Acre.
No ano de 2009, em grupo desceram Ushuaia, passando por Puerto Madryn e El Calafate, locais que não podem passar em branco.
No ano passado, no mês de maio apenas os dois rumaram a Bariloche, passando por Osorno e subindo a Panamericana até Santiago, repetindo a volta por caminhos já conhecidos por eles. Tiveram sorte, após uma semana de chegada aconteceu a explosão do vulcão PuyeHue, eles ficaram muito tristes ao verem as fotos de como se quedou toda aquela belíssima região, especialmente na Patagônia.
"Sempre estamos acompanhando os relatos e fotos dos viajantes que escrevem para o INEMA, acumulando as informações lá publicadas e muito úteis para os nossos roteiros", contou a aventureira.

Desafios da Jornada
Sendo uma mulher amadurecida na vida, a estradeira Jurema no auge de seus 58 anos, relata que já enfrentou muitas críticas dos familiares e até de amigos por pilotar e levar o marido na carona, tais como: "já não tens idade para estas coisas” ou “o marido merece o prêmio Nobel da coragem". "O que nos interessa é motoviver, há muito ainda para ver e conhecer pelas estradas do mundo", é o que ela responde a todos que os enxergam de uma forma diferente do ritmo comum que estamos habituados a conviver.

Projeto novo para 2012
Ainda com um projeto em andamento, o casal pretende neste ano ir até o Panamá, realizar um percurso de ida pelo litoral brasileiro e voltar pela Panamericana até Antofagasta, passar pelo Chile e pelo Atacama também está no roteiro para conhecerem locais em que não conseguiram visitar na viagem anterior.
Conforme Jurema:
"Motoviajar é motoviver, e motoviver é vivenciar a vida com intensidade, com toda a riqueza de sensações, de visões, de sons, de interação com o mundo à nossa volta... motoviajar é literalmente sentir-se parte do universo em que existimos".
Fonte: Inema











segunda-feira, 11 de junho de 2012

Itaca - O espírito da viagem


Mais uma da Série: Frases e citações memoráveis: O poema Itaca.
Segundo a Odisséia, Odisseus (Ulisses) foi o rei de Itaca. Ilha para a qual ele voltou depois de ter navegado pelo Egeu e pelo Mediterrâneo na volta da Guerra de Tróia. A guerra durou 10 anos, mas Odisseu levou outros dez para regressar à sua ilha natal, após inúmeras aventuras pelo mar Mediterrâneo.
Sobre Itaca, descobri este lindo poema de Konstantinos Kaváfis, que fala do espírito da viagem, do que devemos prezar a empreendê-la, do que recebemos no seu decorrer e no que nos transformamos ao seu final.  Um poema para os motoviajantes.
Se partires um dia rumo à Itaca
Faz votos de que o caminho seja longo
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem lestrigões, nem ciclopes,
nem o colérico Posidon te intimidem!
Eles no teu caminho jamais encontrarás
Se altivo for teu pensamento
Se sutil emoção o teu corpo e o teu espírito tocar
Nem lestrigões, nem ciclopes 
Nem o bravio Posidon hás de ver
Se tu mesmo não os levares dentro da alma
Se tua alma não os puser dentro de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo. 
Numerosas serão as manhãs de verão 
Nas quais com que prazer, com que alegria 
Tu hás de entrar pela primeira vez um porto 
Para correr as lojas dos fenícios 
e belas mercancias adquirir. 
Madrepérolas, corais, âmbares, ébanos 
E perfumes sensuais de toda espécie 
Quanto houver de aromas deleitosos. 
A muitas cidades do Egito peregrinas 
Para aprender, para aprender dos doutos. 
Tem todo o tempo ítaca na mente. 
Estás predestinado a ali chegar. 
Mas, não apresses a viagem nunca. 
Melhor muitos anos levares de jornada 
E fundeares na ilha velho enfim. 
Rico de quanto ganhaste no caminho 
Sem esperar riquezas que Itaca te desse. 
Uma bela viagem deu-te Itaca. 
Sem ela não te ponhas a caminho. 
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te. 
Itaca não te iludiu 
Se a achas pobre. 
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência. 
E, agora, sabes o que significam Itacas. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Redenção

Sam Childers e uma criança sudanesa

Redenção é um filme, baseado na história real de Sam Childers, um motociclista, viciado, alcoólatra e violento, que levava uma vida de crimes. Em determinado momento de sua história, no fundo do poço, é por influência de sua esposa, uma ex-stripper, já convertida ao cristianismo, levado a se converter também. Após este importante momento, divisor de águas em sua história, abandona a vida que até ali levava e começa a progredir como empresário da construção civil nos EUA, transforma-se em pastor e constrói em frente a sua casa uma igreja para receber e converter viciados, prostitutas e marginalizados. Mas seu grande feito foi, após participar de um trabalho voluntário no Sul do Sudão, zona conflagrada pela guerra,   prometer lutar custasse o que custasse, pelas crianças desse país Conta a história que nesta sua primeira missão de trabalho voluntário Sam deparou-se com um corpo de uma criança mutilada por uma mina terrestre. Resolve então construir com recursos próprios  o "Angels of East Africa", um orfanato  para abrigar e proteger as crianças, vítimas da violenta e insana guerra civil daquele país. Crianças que são mortas, violentadas, esquartejadas, mutiladas e quando não tem este fim, raptadas para virarem guerrilheiros de seus raptores. Atualmente o projeto abriga 300 órfãos e fornece 1200 refeições diariamente a crianças das aldeias do entorno. Sam também se envolveu diretamente na luta armada contra o Exército de Resistência do Senhor (LRA), liderados por Joseph Kony, um criminoso de guerra, que estima-se ser responsável pela morte mais de 400.000 mil sudaneses. Um filme, cujo título original é Machine Gun, que fala de redenção (apropriado portanto o título em português), de obstinação, de garra, força, luta, coragem e amor. Mostra também o quão longe pode ir a loucura do ser humano e o quanto estamos alienados destas realidades no conforto de nossos lares. Um ótimo filme que recomendo, pois além de tratar de uma história real (veja os créditos ao final do filme, com cenas reais (também foto acima) de Sam, sua família e seu projeto africano), fala de um motociclista corajoso, que está fazendo a diferença no mundo.
Assista abaixo o trailer do filme Redenção:

terça-feira, 5 de junho de 2012

Catarinense inicia viagem de volta ao mundo em uma Scotter


Márcio de Souza Silveira, 29 anos, advogado, motociclista catarinense, lá de Florianópolis, desligou-se do seu trabalho, livrou-se de todas as suas contas mensais, não deixando prestações para serem pagas, entregou sua casa a imobiliária e iniciou no último dia 16 de Maio uma viagem de motocicleta sem destino definido, sem tempo para sua conclusão, cuja pretensão é viajar pelo mundo, apreendendo, conhecendo novos locais, culturas e pessoas. Márcio viaja a bordo de um Scotter City Com 300i, da Dafra. Sem fonte de renda, pretende gastar o mínimo possível (calcula em torno de R$ 3.000,00 por mês), pousando em casa de amigos, conhecidos ou pessoas que venham a acolhê-lo ou dormindo em sua barraca e seu saco de dormir. Em seu último post no seu blog, informa que já chegou ao Chile, atravessando a Cordilheira dos Andes, pelo passo Cristo Redentor, vencendo os seus famosos caracoles. No inicio de sua aventura parou por 4 dias em Porto Alegre, de onde seguiu viagem, entrando no Uruguai e depois novamente Brasil (Uruguaiana), para então ingressar na Argentina. Enganam-se quem pensa que Márcio optou pela City Com em função de custo ou por não ter outra opção. Sua escolha foi pensada e planejada, apoiada por uma experiência bastante vasta no motociclismo, uma vez que, além de filho de motociclistas, já pilota desde os 13 anos, trabalhando em lojas de moto e já tendo experimentando a moto velocidade, o MotoCross, trilhas e várias motoviagens pelo Brasil e América do Sul, tendo já nestas diversas modalidades motociclísticas experimentado mais de 100 diferentes motos nestes variados estilos. Conforme ele mesmo diz, sua escolha tem além de motivadores técnicos “motivos morais e ideológicos”. Toda a fundamentação desta opção de motocicleta também pode ser encontrada em seu blog, criado para relatar a viagem. A propósito, Márcio, leva em sua bagagem um Notebook, e pretende diariamente, ou sempre que possível, atualizá-lo, postando também fotos dos trechos vencidos e vivenciados. Quando o li pela última vez, Márcio, se encontrava em Pucon e havia dormido em sua barraca que armou no pátio de um posto de gasolina. Conforme seus relatos, o que mais tem sido difícil neste inicio de viagem, é o intenso frio deste período. Estarei acompanhando a viagem de Márcio, que já tem de mim um enorme respeito e admiração. Márcio, quanto ao desafio desta inusitada e sensacional viagem diz o seguinte: “- O mais difícil eu já fiz, que é dar a largada”. Obrigado Márcio, por compartilhar seus feitos e nos inspirar. Desejamos a este corajoso irmão motociclista muita sorte em seu caminho, com a benção dos Deuses do motociclismo, muitas felicidades e uma excelente viagem. Estaremos com ele, virtualmente na garupa de sua City Com, curtindo muito sua aventura.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

TRANSALP 700

Para quem quer conhecer um pouco mais da TRANSALP 700, vai abaixo um vídeo com uma análise honesta, bem feita e relativamente completa sobre esta moto, produzido pela Best Riders, site especializado em Motociclismo:

domingo, 3 de junho de 2012

Motociclista, 70 anos, Surdo, Mudo e uma Viagem ao redor do Mundo.

Uma das coisas que mais gosto de fazer no blog, é colecionar histórias. Histórias de motociclistas, viajantes, aventureiros, malucos de todos os tipos e de todas as partes do mundo. E como tem história linda, surpreendente e interessante por aí. Hoje quero compartilhar a história do bielorrusso Vladimir Yarets, um senhor de 71 anos, surdo e mudo. É, até onde conhecemos, a primeira pessoa surda e muda com determinação e coragem para realizar um feito: uma viagem de volta ao mundo em uma moto.

Viajar sempre foi o maior sonho de Vladimir. Ele começou em 1967, percorrendo a totalidade do território da antiga URSS. Na ocasião, as autoridades soviéticas proibiam a emissão de licença para condução de motocicletas para surdos. No entanto, isto não o impediu de buscar seus sonhos. Foi para a estrada sem autorização, e ao retornar para casa com um pacote cheio de recortes de jornal testemunhando a sua "maratona", as autoridades locais finalmente se convenceram e lhe concederam a licença para dirigir. Sua família imaginou que o pai e marido inquieto se acalmaria com sua façanha, mas Vladimir sentia que isso não era suficiente.

A viagem de volta ao mundo foi iniciada no dia 27 de Maio de 2000, em Minsk, capital da República da Bielorrússia. Depois de viajar por toda a Europa, dirigiu-se para Marrocos e Ilhas Canárias. A viagem foi retomada a partir de um ponto exótico do mapa do mundo - Venezuela, após o que visitou a Ilha de Santa Lúcia e Porto Rico. Uma balsa levou sua moto para a República Dominicana, abrindo novos rumos para sua viagem - Haiti, Jamaica e Cuba. Após isto, o aventureiro bielorrusso seguiu rumo à Flórida, EUA. Depois de um bom tempo nas estradas americanas, ele conseguiu visitar todos os estados daquele país, com exceção do Alaska e Havaí.

Uma pequena cidade americana, Peoria (Rota 66), acabou por ser um ponto trágico da viagem de Vladimir Yarets. Ele foi forçado a ficar lá por muito mais tempo do que o inicialmente esperado - quase um ano. Em 13 de outubro, 2003, com o mau tempo e vento forte que soprava furiosamente, a moto de Vladimir colidiu com um caminhão. O viajante foi socorrido pela população local e levado para o hospital mais próximo com várias fraturas. Ele concluiu sua viagem em 3 de Outubro de 2011, após 380.000 km rodados em 127 países.

Um belo relato que descobri no blog A & K Motos, é o encontro entre o motociclista brasileiro Roberto Rezende e o Bielo Russo Vladimir, ocorrido em Maio de 2010, em Belo Horizonte, MG. Um belo e sensível texto que fala sobre amizade, preconceitos, descobertas e despedidas. Acompanhe também as fotografias, especialmente a impressionante bagagem levada por deste guerreiro russo em sua moto. Vladmir, um herói dos dias atuais, que tem de mim o mais alto respeito e admiração.


O texto abaixo é de autoria de Marcelo Rezende - BH/MG:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”
Às vezes, tudo o que tem que ser dito o é sem nenhuma palavra.
Às vezes, um segundo que antecede um acidente pode mudar nossas vidas.
Às vezes, em 5 horas em contato com uma pessoa dá para perceber que Deus realmente coloca anjos aqui na Terra.
Cheguei para almoçar em casa. Abri a porta e vi um par de botas com um russo dentro delas a dormir no sofá. Ao lado, dormia o meu filhote Dudu (agora, Duduzóviski).
Acordei o chupa-cabra para almoçarmos juntos.
O russo Vladimir Yarets, 69 anos, é surdo-mudo e está dando a volta ao mundo de moto. Já rodou mais de 430.600km. Partiu da Bielorrússia em 27/05/2000, deixando família e filhos.
Achei que bastaria escrever em inglês ou espanhol que ele entenderia. Putz....é bem verdade que idioma não é o meu forte e só falo bem a “linguagem universal do amor”, mas ele não entendia nada que eu escrevia.
Eu precisava saber quantos dias ele iria ficar lá em casa, o que queria fazer etc. Então a solução foi o Google Translate. Ele disse que não poderia dormir em BH, pois tinha prazo curto para chegar em Belém.
Almoçamos juntos lá em casa.
Até então, ele era um ser humano comum. Educado, simpático.
Mas após o almoço ele abriu suas pastas com mapas e álbuns e começou a me mostrar sua história, falar da sua família. Não me pergunte como, mas já conversávamos sem o Google numa boa. Ele me repreendeu pela minha “barriguinha”. Me ensinou alguns exercícios russos para vigor.
Nesse momento eu percebi que eu não estava “conversando” com um mortal. O cara, dentro de toda sua humildade, me mostrava a sua história. Interessante é que eu praticamente já escutava a sua voz. E eu imaginava quantas pessoas têm voz e só falam merda ou só usam as palavras de forma agressiva. Quantos têm ouvidos mas não escutam o que os semelhantes dizem. Pensava também sobre como o meu, já amigo de décadas, Vladimir Yarets, conseguia pilotar uma moto sem escutar o barulho do motor, da natureza e dos outros veículos.
A paz já tinha tomado conta da sala.
Fomos à garagem para ver a moto dele.
Não adianta querer fazer nenhum comentário: simplesmente olhe com calma a foto.
Nem cigano consegue carregar tanta coisa ao mesmo tempo. Manobrei a moto: tarefa árdua para quem não tem a “força” russa.
Seguimos para a BMW Euroville, onde iriam dar uma olhada rápida na moto para ele partir para Belém, com parada em Brasília.
Antes de dar a partida, ele colocou as mãos na GS 650 dele e indicou que era a melhor moto do mundo.
Com muita dificuldade ele vencia as subidas, descidas e curvas de Belo Horizonte. Não consegue inclinar a moto quase nada em função do peso e da posição das malas.
Chegando à Euroville, não precisa dizer que a concessionária parou para conhecer “o russo que está dando a volta ao mundo”.
As infinitas fotos já o estavam atrapalhando, pois ele queria partir logo, uma vez que prefere não pilotar à noite.
Eu tive a honra de indicar a saída da cidade e acompanhá-lo por uma centena de km de estrada. Prudência acima de tudo. Educação no trânsito. Quem tem que ir longe realmente não pode ir rápido.
Parei na estrada para me despedir.
Putz....sem nenhuma palhaçada: aquele cara já era amigo meu desde criancinha.
Fiz o sinal da cruz no seu capacete. Ele enfiou a mão na minha jaqueta, colocou a mão no lado esquerdo do meu peito e ficou um tempo assim, de olhos fechados.
E o anjo montou na moto e foi embora.
Fiquei ali na beira da estrada algumas dezenas de minutos. Todo mundo deveria ficar sentado à beira da estrada alguns minutos.
Por que ele é um anjo? Numa boa; não faço a menor ideia.
Mas que o Vladimir tem uma energia diferente, ele tem. Só tendo a oportunidade de ficar sem “oba oba” ao lado dele para poder perceber.
Doido? Absolutamente não. Ele aprende coisas novas todos os dias. Ele se integra diariamente e absolutamente com as duas mais preciosas criações de Deus: o ser humano e a natureza.
Tá vendo? Quem é o doido?
Texto em itálico e fotos de Marcelo Resende - BH/MG











sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eternamente Jovem

Em busca de uma oração para motociclista, me deparei no blog Equilíbrio em Duas Rodas do Fábio Magnani, com a música tema do seriado Sons of Anarchy (Filhos da anarquia), uma magnífica série da TV americana que retrata a vida de um Clube de Motociclistas, ou melhor, de uma gangue de motociclistas e seus integrantes, que se passa em Charming, uma cidade fictícia no norte da Califórnia.

A música é Eternamente Jovem, de Bob Dylan, interpretada primorosamente por Audrea Mae.

Esta aí uma bela oração:


May God bless and keep you always (Que Deus sempre te abençoe e te proteja)
May your wishes all come true (Que os teus desejos se transformem em realidade)
May you always do for others (Que você sempre ajude os outros)
And let others do for you (E deixe os outros te ajudarem)
May you build a ladder to the stars (Que você construa uma escada para as estrelas)
And climb on every rung (E que suba cada um dos degraus)


May you stay forever young (Que você fique jovem para sempre)
May you stay forever young. (Que você fique jovem para sempre)


May you grow up to be righteous (Que você cresça para ser correto)
May you grow up to be true (Que você cresça para ser verdadeiro)
May you always know the truth  (Que você conheça sempre a verdade)
And see the lights surrounding you (E veja a luz que te rodeia)
May you always be courageous (Que você seja sempre corajoso)
Stand upright and be strong (Mantendo-se de pé e sendo forte)


May you stay forever young (Que você fique jovem para sempre)
May you stay forever young. (Que você fique jovem para sempre)


May your hands always be busy (Que suas mãos sempre estejam ocupadas)
May your feet always be swift (Que seus pés estejam sempre em movimento)
May you have a strong foundation (Que você tenha uma fundação forte)
When the winds of changes shift (Para quando chegarem os ventos da mudança)
May your heart always be joyful (Que teu coração seja sempre alegre)
And may your song always be sung (Que tua canção seja sempre cantada)


May you stay forever young (Que você fique jovem para sempre)
May you stay forever young. (Que você fique jovem para sempre)

sábado, 12 de maio de 2012

A Música da Alma


Nunca fui um grande conhecedor de músicas. Neste aspecto me considero um completo analfabeto musical, o que não significa que não aprecie escutar uma boa música, especialmente quando me agrada, independente do gênero, estilo ou o que quer que o valha. Para mim, basta gostar. O sensacional nesta história de música é o quanto ela dispara algum dispositivo em nosso cérebro e causa, conforme a música, as mais diversas sensações. Tem uma em especial que para mim é muito cara e sinônimo de algumas importantes sensações. Trata-se da música tema do filme “Cinema Paradiso”, (no original Nuovo Cinema Paradiso), um filme italiano de 1988, escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore. a propósito, não só um filme, mas sim uma poesia cinematográfica, uma obra de arte, que merece ser assistida por todos (Me arrisco a considerar como o filme mais marcante que já assisti). Um filme absolutamente maravilhoso. 
Trailler do Filme: Nuovo Cinema Paradiso
Trata-se da história de Salvatore Di Vita, um  cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso,  para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia depois que terminava a missa (ele era coroinha). No começo, ele costumava espreitar as projeções através das cortinas do cinema, que o padre via primeiro para censurar as imagens que possuíam beijos, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema. É na sala de projeção do cinema chamado Paradiso, onde todos os habitantes da pequena cidade de Giancaldo se reúnem e se entretêm, que Salvatore cresce. É Alfredo que ensina tudo sobre cinema do pós-guerra (Estamos nos anos 50). Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo. Ao final, o Novo Cinema Paradiso, já abandonado, acaba demolido pela prefeitura para construir um estacionamento. Voltando para Roma, Totó assiste a uma fita com todas as imagens de beijo que o padre da cidade havia censurado. Uma passagem do filme, a propósito, antológica, emocionante e arrebatadora. A projeção das cenas  recuperadas, cortadas pelo conservador e engraçado padre daquela pequena comunidade italiana (guardião da moralidade e bons costumes), coladas pelo agora cineasta, pedaço a pedaço, e novamente transformadas em um rolo de filme, é acompanhada pela belíssima música de Ennio Morricone, o maestro autor desta composição, que assim como o filme considero outra obra-prima.
Esta música para mim, é sinônimo de saudade. Saudade de um tempo que não volta, de uma vida já vivida, de pessoas queridas que não mais estão entre nós. Sempre me emociono muito ao ouvi-la. Uma música que toca a alma e o coração.
O que esta música tem a ver com o motociclismo? Talvez nada. Mas sensações, saudades, histórias e tempos vividos marcados em nossa memória têm muito a ver com o motociclismo. Ao vivenciarmos cenários proporcionados pelas viagens de motocicleta, vivenciamos sensações, emoções, cheiros, sentimentos e lembranças que são patrimônio e legados que ninguém nos tira e são eventualmente deflagrados como naquelas sensações “Déjà vu”, expressão utilizada para definir a reação psicológica que nos faz ter a idéia de que já estivemos naquele lugar antes ou já vimos aquelas pessoas, enfim, uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, já visto, já sentido, ou como eu disse, a sensação de uma vida já vivida.
Compartilho um concerto de Ennio Morricone, realizado em Veneza em 2007, com a música do Cinema Paradiso, como forma de homenagear todas as mães, em especial a minha mãe e também a mãe do Artur. Mães que são as responsáveis pelos melhores anos de nossas vidas, mães, responsáveis por este sentimento chamado saudades. Curtam a música com os ouvidos da alma.